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March 13
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Caro
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De:
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Claudio Roberto kuczuk (crktour@hotmail.com)
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Enviada:
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quarta-feira, 12 de dezembro de 2007 15:00:03
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Para:
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Santos, 12 de dezembro de 2007.
Caro Amigo,
Ouvimos que dizer que, nos arredores de Mendoza, na Argentina, uma pequenina vinícola tem produzido, artesanalmente, um excelente vinho com mistura das uvas Shiraz, Carmenère, Tannat, Malbec e Chardonnay, cujo sabor e buquê excepcionais têm levado os enólogos mais renomados a considera-lo a maior descoberta depois do Champagne.
Assim, em nossa constante ânsia pela VERDADE e JUSTIÇA, após longa análise, concluímos que meticulosa investigação “in locu” deve ser iniciada imediatamente, a fim de que não reste comprometido o futuro da humanidade. Portanto, e também com o legítimo intuito de cumprirmos nossa honrosa, longa e árdua META (100.000 Km viajando, ah, ah, ah), resolvemos colocar, novamente, nossos pés na estrada.
Venha com a gente!
Sayo e Claudio
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Caro Caro Amigo - Mapa
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De:
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Claudio Roberto kuczuk (crktour@hotmail.com)
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Enviada:
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sábado, 15 de dezembro de 2007 10:51:40
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Para:
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Caro Amigo
Para que você, que irá nos acompanhar em nossa árdua jornada até os confins da terra, não se perca da caravana, estamos mandando um mapa, com o roteiro da expedição.
Compre seu bilhete, faça as malas (não esqueça o protetor solar e o Engov), pegue o passaporte, avise os familiares, desligue o gás, regue plantas, deixe o gato com o vizinho, prepare a pipoca, abra uma garrafa de vinho, escolha uma poltrona confortável, ligue o computador e VENHA COM A GENTE!
Aproveite para nos enviar dicas para tornar nossa viagem mais interessante. Talvez alguma cidadezinha, que já visitou e achou incrível; um restaurante, que viu em alguma revista de turismo; ou mesmo um lugar que você gostaria de conhecer, mas ainda não teve tempo, teremos imenso prazer em visitá-lo e contar tudo, nos mais mínimos e prazerosos detalhes.
Argentina
Nombre oficial: República Argentina
Ubicación: Sur de Sudamérica
Límites: Bolivia y Paraguay (al N); Brasil (al NE); Uruguay (al E); Océano Atlántico (al E y SE); Chile (al O y SO)
Superficie total: 3.761.274 km²
Costas: 4.986 km
Población: 36.223.947 hab (Censo 2001)
Densidad: 9,63 hab / km²
Grupos étnicos: Blancos (85%); mestizos (10%); aborígenes y otros (15%)
Capital: Buenos Aires (2.776.138 hab)
Idioma: Español
Moneda: Peso
Religión: Catolicismo (90%); judaísmo (2%); protestante (2%); otras (6%)
Forma de gobierno: República presidencialista
Fiesta patria: 9 de julio: Día de la Independencia.
Nos vemos em Buenos Aires!
Sayo e Cláudio
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B Buenos Aires
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De:
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Claudio Roberto kuczuk (crktour@hotmail.com)
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Enviada:
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segunda-feira, 17 de dezembro de 2007 23:01:25
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Para:
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Caro Amigo,
Depois de pouco mais de duas horas de vôo chegamos. Estamos em Buenos Aires.
É bem verdade que, desde que anunciamos o destino desta viagem, temos notado que você, que já nos acompanha há algum tempo, ficou um pouco macambúzio, desiludido, imaginando que ainda tem o mundo inteiro para conhecer e talvez até pensando: Buenos Aires pela milésima vez! Nunca mais viajo com esta tal de CRKTour!
Mas pedimos que não nos deixe só, contamos com seu voto de confiança, afinal se em um ano nós mesmos mudamos muito, com certeza a cidade também mudou e a nossa maneira de vê-la, mais ainda. E sempre vai existir algum maluco que, na hora certa e no local certo, cruzará nosso caminho, nos arrancará um montão de risadas e fará toda diferença.
Prometemos (sem medo de errar) uma Buenos Aires maravilhosa, pois agora temos amigos portenhos, Maria e Leandro, que prometeram nos mostrar uma cidade que os turistas não conhecem. Claro que também vamos rever tudo que faz sucesso no mundo inteiro, afinal estamos acompanhados dos amigos Leda e Jorge, a quem vamos apresentar Buenos Aires.
Chegar em Buenos Aires num sábado à noite e no verão (certo que um pouco frio, mas verão), não se pode pedir mais. Sobrevoar a cidade iluminada, visão inspiradora; tomar um táxi até o hotel, percorrendo as ruas fervilhantes de gente aminada; deixar a bagagem no hotel e sair correndo para comer um bife de chorizo (um bife grosso, dois dedos, a carne parece ser contra-filé, vem com aquelas marquinhas da grelha bem quente, no meio aquele vermelhinho e muito suco )e tomar um vinho argentino, na temperatura exata, a vida realmente tem seus prazeres. O paraíso realmente existe! Maria levou-nos a um delicioso restaurante em Palermo Soho.
Em uma passada de olhos rápida pela cidade, só podemos concluir uma coisa: Buenos Aires continua igual ... igualmente apaixonante!
Ficamos no mesmo hotel, na Avenida de Maio, coração da cidade, ligação do Congresso com a Casa Rosada.
Domingo, pela manha, fomos ao bairro da Boca, onde fica o Caminito, pequena rua de casas de zinco, todas de um colorido forte, cartão postas da cidade. Antigamente era um bairro pobre de italianos, que trabalhavam no porto e usavam os restos de tintas de pinturas dos navios para pintar suas casas de metal, por isso elas tinham tantas cores.
Hoje, o que era o Caminito, pintores com seus quadros pela rua, algumas lojinhas de souvenir , bares (para tomar sidra de barril) e alguns dançarinos de tango; tomou conta de muitas ruas do bairro, os moradores deixaram suas casas, que foram transformadas em lojas , restaurantes, centros culturais.
De qualquer modo o passeio foi muito agradável, havia poucos turistas, foi possível até tirar fotos sem ter ao lado um companheiro desconhecido.
A tarde passamos na Feira de San Telmo, tradicional feira de antiguidade, que também já cresceu muito e hoje (como no Brasil) já agregou feira de artesanato, de importados do Paraguai e de um montão de coisas. A feira estava lotada, assim como toda a vizinhança, galerias de arte, antigos mercados, que foram transformados em boxes de antiquários. Para encontrar uma mesa vaga para tomar um Clericó (bebida feita com frutas picadas e sidra, uma delícia), tivemos um enorme trabalho.
Voltamos de San Telmo à pé, passando pela Casa Rosada, pintadinha de novo, Catedral, El Cabildo, berço da cidade. Tomamos um cafezinho na Cafeteria Tortoni, uma das mais famosas de Buenos Aires, jóia de arquitetura e mobiliário do fim do século XIX, tinha fila na porta.
Encerramos a noite com um jantarzinho e um show de tango no 36 Bilhares, vizinho do nosso hotel e também com muito charme e mais de 100 anos de história.
O dia hoje foi, para minha especial alegria, dia de CCOOMMPPRRAASS!!!! Com direito a compra de casquinhos, torrones, alfajores, roupinhas japonesas e, principalmente, e muito principalmente, o tal do creme de Baba de Caracol, que dizem me transformará em atriz de cinema, com pele de bunda de bebê. Meninas atenção, já estou usando, provavelmente, quando retorne, não me reconhecerão, durante a viajem darei os detalhes.
Final de tarde na Recoleta, bairro elegante, que recebeu o nome do cemitério, onde estão enterrados muito argentinos famosos, como Sarmiento e Evita. Visitamos a igreja de Nossa Senhora do Pilar , que acabou de ser restaurada e esta preciosa. E para refrescar, uma cervejinha no Hard Rock Café.
Mas temos que correr, pois Leandro nos levará a um delicioso restaurante. Vamos comer uma Parrillada. Sabem o que é? É como .... bem mas já está muito tarde, temos que tomar banho, isso ficará para uma outras vez
Beijos e abraços,
Sayo e Claudio
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B Buenos Aires 2
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De:
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Claudio Roberto kuczuk (crktour@hotmail.com)
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Enviada:
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quarta-feira, 19 de dezembro de 2007 23:21:29
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Caro Amigo, É como um churrasco, porém não é feito no espeto, mas sim em uma grande grelha e inclui também rins, tripas , chorizo e outros miúdos ; os cortes da carne também não diferentes dos nossos. Leandro nos levou ao 22, com certeza um restaurante onde os únicos turistas éramos nós. Estava lotado, mas a carne impecável. Comemos lingüiça, chorizo, entranhas (não temos nem idéia de que parte do boi é) e alguma coisa parecida com costela, mas sem osso. Teve também salada, pão, batatas fritas com alho e salsinha, salsa criolla (vinagrete) e chimichuri, um molho bem argentino,feito com orégano, alho, pimenta, manjericão, loro, sal,vinagre e azeite,muito gostoso sobre a carne. Infelizmente, depois dessa comida toda, não foi possível provar a especial sobremesa do restaurante, um pedaço imenso de flan, coberto com doce de leite e ladeado de chantili. Por falar em sobremesa, saibam que as sobremesas preferidas dos argentinos são o flan e o doce de leite. Neste ano,aprendemos que eles também adoram Postre Vigilante , que é como nosso Romeu e Julieta, mas feito com queijo e marrom glace (doce de batata-doce). Teça-feira foi o dia de ir ao Tigre, um dos meus passeios prediletos. O delta do rio Tigre é formado por inúmeras ilhas, muito juntinhas, é a Veneza Argentina, onde existem casas de veraneio, clubes, restaurantes. É uma delicia pegar um barco e ir percorrendo os canais, admirando a vegetação, que é exuberante, as casinhas, o pessoal tomando banho no rio. Descemos em 3 Bocas e saímos caminhando, acompanhados por alguns cachorros (que são da comunidade). Atravessamos pontes; observamos flores, com coloridos diferentes; demos palpite na decoração das casas e terminamos num restaurantezinho, embaixo de uma grande árvore, tomando um Clericó. O dia estava lindo, um calor danado. Arrematamos o dia comendo uma Paella Valenciana em um restaurante pertinho do hotel. Estava tão boa quanto a companhia de Leando, Maria, Leda e Jorge. No ano passado, descobrimos uma rua que só vende ouro, chapeado, prata e coisas do gênero; é de fazer os olhos de qualquer mulher brilharem, então hoje demos uns pulinho lá, para comprar mais alguns presentinhos. Caminhamos pela cidade, observando a arquitetura e conferindo alguns endereços de compras, o que nos custou um imenso esforço. Encontramos até alguns utensílios, que estávamos procurando e não encontramos no Brasil, foi muito legal. O final de tarde foi na Cafeteria Las Violetas, recém reformada, que ainda não conhecíamos. Está sensacional, estilo Art Noveau,muitos vitrais coloridos, colunas de mármore, teto trabalhado, muitos espelhos nas paredes e flores em relevo. A comida também não fica nada a dever para a arquitetura. Fomos às 16:30, estava lotada de senhorinhas muito bem vestidas, como os cabelos arrumados e seus colarezinhos de pérola, tudo muito elegante; havia fila na porta. Fomos ao centro de informações turísticas dos estados de Mendoza, Córdoba e Chaco. Obtivemos muitas informações e mapas e já fizemos algumas alterações no roteiro original, mas não fiquem estressados, pois está tudo sob controle. Daremos maiores detalhes depois....... pois temos que nos arrumar, a noite será de tentar a sorte no Cassino. Abraços e beijos Claudio e Sayo
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San Rafael
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De:
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Claudio Roberto kuczuk (crktour@hotmail.com)
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sexta-feira, 21 de dezembro de 2007 22:47:15
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Quinta-feira, pela manha, pegamos nosso carro para seguir viagem.
Antes de partir, demos uma voltinha na Av. Costanera, que beira o Rio da Prata, que separa a Argentina do Uruguai. Aos finais de semana, fica cheia de gente que vem pescar e fazer pic-nic, trazendo mesas, cadeiras, geladeiras, equipamentos de peca, comida, todos os apetrecho para o mate e até a sogra. Embora o rio tenha as água escuras, devem sua cor de barro ao material de seu leito, não são poluídas como o Tietê.
Muito peculiares são os quiosques, ao longo da Costaneira, que vendem sanduíches, lembram um pouco os de Santos, servem uma variedade de lanches com carne na parrilla, entre eles um chamado Bondeola, è uma espécie de bife de carne de porco, no pão francês, è delicioso, principalmente com chimichuri.
Outro tipo de sanduíche muito conhecido por aqui è o feito em pão de miga, um pão de forma muito fininho, pouco mais grosso que uma fatia de queijo. È excelente para um lanchinho de presunto e queijo, tostadinho, com uma xícara de chá, no final da tarde.
Nos despedimos de Buenos Aires e dos amigos Jorge e Leda, que agora irá um pouquinho mais para o sul, incluindo San Rafael, Marlargüe e Las Leñas, que nos disseram têm lugares maravilhosos para visitar.
Demos uma paradinha em Lujan, para conhecer a Basílica de Nossa Senhora de Lujan, padroeira de Buenos Aires. È realmente muito linda, estilo gótico, com seus enormes arcos em forma de mãos postas; seus vitrais recém restaurados, muito coloridos e cheios de detalhes; suas muitas colunas em mármore; suas várias capelas, que partem da nave principal e parecem pequeninas igrejas, com seus sem números de Santos. Muito parecida com as igrejas que encontramos na da Europa, mas um pouco raras aqui na América do Sul. Aproveitamos para pedir uma benção ao padre, que fica atendendo aos peregrinos, e encher uns litrinhos de água benta. Afinal, água benta e canja de galinha não faz mal a ninguém.
Já era mais de 2 horas, quando deixamos a Basílica, o calor era terrível (pensamos que uns 50 graus) e nosso carrinho não tem ar condicionado, è uma região desértica A estrada não ficam nada a dever para as do Brasil, buracos, costelas de vaca, pista de mão dupla, terrível. O que salvava era observar, de quando em quando, as corujinhas tomando conta de seus ninhos; os gavioezinhos em vôo baixo, em busca de alguma caca; vaquinhas e cavalos pastando, ou deitados embaixo de alguma arvore (nem eles estava agüentando o calor); lagoas cheinhas de patinhos. Coisas da natureza.
Paramos em General Villegas para dormir, pois até San Rafael, nossa primeira parada oficial, são 1300. Uma pequena cidade que, a principio nos pareceu entre nada e coisa alguma, mas nos trouxe boas surpresas.
A enorme praça, muito bem cuidada e iluminada, onde, è lógico, fica a igreja, havia uma parada militar, a bandinha tocava bem e a turma marchava bonitinho, teve ate desfile de quatro motos novas, das oito bicicletas e 3 caminhonetes, que fazem parte da frota. Só faltaram os fogos de artifícios, teríamos adorado.
Seguindo a rua da igreja, encontramos o agito. Uma espécie de calçadão, todo com um sistema de iluminação no chão, que lembra um cogumelo, nunca tínhamos visto nada igual, além da iluminação normal. Lojas todas abertas, restaurantes lotados, gente caminhando e desfilando suas caminhonetes, a cidade deve ser muito prospera.
Jantamos no Clube Atlético Villegas, se você pensou naquele clubezinho tradicional, onde nós, pelos menos a maioria, curtiu muito bailinho, está redondamente enganado. Pense naqueles restaurantes modernozos de São Paulo. Pé direito bem alto; paredes e tetos brancos, sistema de iluminação embutido no teto; nas paredes elegantes quadros , em preto e branco, com fotos de temas esportivos, e iluminação especial; mesas, cadeiras e toalhas formavam um composê em preto e branco; os garçons todos vestidos de preto, com aqueles aventais compridos. A comida? ... estava excelente, como não poderia deixar de ser, digna de restaurante francês, e ainda tinha cerveja bem gelada.
A manha de hoje estava mais fresca, a estrada melhorou, a viagem foi mais agradável. A vegetação mudou bastante, mais verde, mais plantações e com árvores frutíferas (uvas, maças, peras, pêssego ameixas). Piquinicamos (acho que inventamos a palavra), pois não queríamos perder tempo parando, teve vinho argentino, queijo, torradinha de pão de miga e, claro, suco de laranja para o motorista.
Tudo estava fechado quando chegamos em San Rafael, hora da siesta, das 14:00 às 17:00, um merecido descanso em dias tão quentes.
Tivemos muita sorte, pois a estrada chega diretamente â avenida principal da cidade, onde está o centro de informações turísticas. Lá encontramos uma mocinha muito simpática, que nos indicou um "Complejo Turìstico", na rua ao lado, que aluga pequenos apartamentos (onde alugamos o nosso) e tem piscina, churrasqueira, jardim. Muito parecido com o que ligamos em Puerto Madrin, hà dois anos, lembram?
Como ocorreu há dois anos, aproveitamos para alguns esportes náuticos, eu lavei roupa e Claudio, como todo bom marido, tomou banho de piscina.
Bem, acho que já escrevemos demais. Afinal, estamos de férias e temos que procurar um delicioso restaurante para o jantar.
Beijos e abraços,
Sayo e Claudio
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Feliz Natal
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De:
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Claudio Roberto kuczuk (crktour@hotmail.com)
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Enviada:
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segunda-feira, 24 de dezembro de 2007 21:04:03
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Caro Amigo, Feliz Natal e um Ótimo Ano Novo, com tudo que você mais deseja ! E não se esqueça de que nós é que damos caráter, forma e teor as nossas vidas; nós as modelamos. No que pese que temos origens, culturas e religiões distintas, o importante é que prevaleçam, entre os homens, os valores humanos e a solidariedade.
Beijos e Abraços
Cláudio e Sayo
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San Rafael, Malargue, Las Leñas
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De:
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Claudio Roberto kuczuk (crktour@hotmail.com)
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Enviada:
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quinta-feira, 27 de dezembro de 2007 14:07:41 | Caro Amigo, Sabemos que você deve estar "P" da vida, afinal comprou um pacote com uma empresa de viagem que o deixou no meio do caminho. Fique calmo, juramos que a culpa não é nossa, acontece que escrevemos um relato completinho no dia 24, mas ele sumiu. Tentaremos, agora, colocá-lo, novamente, no curso da viagem! San Rafael é uma cidade pequena, mas com bastante comércio e um cassino simpático. O forte é o turismo de aventura, o que não é muito nossa praia (Sayo:- pelo menos não a minha, que, como todos sabem, sou uma senhora cosmopolita, que, quando muito, dá suas caminhadas). Existem alguns circuitos turísticos recomendados que resolvemos conhecer. O Circuito do Canion Atuel segue o percurso do rio de mesmo nome, que tem águas verde esmeralda e forma lindas lagoas, tem uma mata ciliar muito bem preservada, com álamos e chorões, que derrubam seus galhos preguiçosamente sobre o rio. A estrada passa entre o rio e um Canion, com formações rochosas de cores diversas, da cor de tijolo ao ocre, passando pelo cinza e bege, que forma um contraste muito bonito com a cor do rio, além de formar figuras, com os Monges, Museu de Cera e outros. O circuito passa, ainda, pelo Dique Valle Grande, por três usinas, pelo Dique Ninhuil e pela cidade do mesmo nome, onde existe uma pequena praia fluvial, na qual fizemos nosso pic-nic e, é lógico, Claudio não deixou de dar um mergulho (acho que está arrependido até agora, pois a água era uma pedra de gelo. Existe um segundo circuito, o do Rio Diamante, que passa pelo Dique los Reyunos e pela Villa 25 de Mayo, onde nasceu a cidade, mas realmente não valeu a pena, é muito sem graça. Ou melhor, não teria valido a pena se não tivéssemos parado para tomar um chá no Complejo Turìstico Villa Bonita, onde comemos uma torta, um manjar dos deuses, feita de finíssimas fatias de bolo, entremeadas por generosas porções de doce de leite, tudo coberto por ganache de chocolate meio-amargo, é maravilhosa! Quando estiverem por aqui, não deixem de provar! Seguindo em direção à cidade de Malargüe, fizemos um outro circuito que passa pelo: 1- Pozo de las Ánimas, uma formação geomorfolólica denominada "dolina" (grande poço com espelho de água doce), é uma coisa realmente singular, principalmente por que são dois, poucos centímetros um do outro. Quando venta, produzem um ruído muito estranho, que parece grito de alma penada; 2 - Laguna de la Niña Encantada, espelho de água cristalina, rodeado por um enorme paredão de basalto negro, de origem vulcânica. Conta a lenda que uma jovem índia, em fuga com seu amado, atirou-se em suas águas, para fugir da bruxa malvada, que a perseguia e que, com um raio, foi transformada em pedra. Dizem que, até hoje, se pode ver as duas espelhadas na lagoa; 3 - Valle de Las Leñas, complexo destinado a esportes de inverno, que agora, no verão, encontra-se praticamente vazio. Encontramos somente uma meia dúzia de hóspedes e a maioria das coisas fechadas. E a neve? Somente encontramos uns minúsculos pedacinhos de gelo, que não serviam nem para remédio. A cidade de Malargüe não nos encantou, paraceu-nos muito desanimada. Portanto, resolvemos transpor o 430 km, que nos separavam de Mendoza, para ter um Natal mais alegre. O que fizemos em quatro horas, chegando no princípio da noite, com tempo de escolher um hotel legal. Novamente, tivemos muita sorte. Encontramos um apart hotel muito simpático, com pequenos apartamentos muito bem decorados e até piscina. Quanto à arquitetura, a cidade de Mendoza não chama a atenção, é uma mescla de construções sem um estilo muito definido, provavelmente porque a cidade já sofreu vários terremotos. Em 1861, foi quase toda destruída, tendo ocorrido o último terremoto em 1995. Pelo mesmo motivo, os edifícios são baixos, normalmente não passando de 4 andares. O que torna a cidade muito agradável, e peculiar, é a quantidade de árvores, dá a impressão de que a cidade foi construída dentro de um enorme bosque. Praticamente não é possível enxergar a fachada dos edifícios, pois os enormes plátanos estão por todos os lados, eles refrescam a cidade e dão um enorme ar de tranqüilidade. Muito interessantes são também as "asequias", são estreitos canais, que correm pela calcada, entre a rua e as árvores. Eles trazem as águas dos rios de degelo, que por gravidade, irrigam os plátanos e chegam até as parreiras, que produzem os vinhos tão especiais da região; mantendo, ainda, a umidade da cidade, que está a 170 km do Pacífico e 1000 km do Atlântico. O comércio é ótimo, a véspera do Natal passamos comprando. Uma delícia! A ceia também foi muito divertida. No nosso restaurante, Don Tristan, havia gente de todo o mundo. Dois casais de São Paulo, um casal de Campo Grande, duas senhoras Argentina, um casal de alemães, um chileno com a filhas, entre outros. Festejamos muito, falamos tudo quando foi língua e, mmuuiittoo pprriinncciippaallmmeennttee, muita atenção amigas solteiras ... encontramos um chileno que quer casar com uma brasileira. Preparem seus Books! Mas o ponto altíssimo da viagem aconteceu no dia 26, o presente de Papai Noel que o Claudio tanto pediu. Vocês nem podem imaginar o que ... observem a foto. Daremos detalhes depois. Abraços e beijos Sayo e Claudio
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Mendoza, Maipu
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De:
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Claudio Roberto kuczuk (crktour@hotmail.com)
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Enviada:
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sexta-feira, 28 de dezembro de 2007 3:19:43
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Para:
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Caro Amigo, Verão em Mendoza significa uma temperatura média de 30 graus, clima muito seco e chuva só por milagre. Mediante a tudo isso, após consultar vários locais (oráculos), inclusive o pessoal das informações turísticas, saímos, destemidos, de bermudinha e sandália, levando uma jaquetinha de chuva e um cachecol, por desencargo de consciência, além de, é lógico, um montão de coisas para nosso pic-nic, rumo ao ACONCAGUA, afinal, queríamos ver a neve, nem que fosse de muito longe. Contávamos, agora, com a companhia dos novos amigos, Tatiana e Thiago. Deixamos o hotel por volta das 9:00 horas. O circuito que vai ao Parque do Aconcagua, onde fica o pico de mesmo nome, o mais alto da América, com 6920 m), inclui uma estradinha de terra, com mais curvas que a estrada de Santos, 365 curvas, uma para cada dia do ano; passa por lindos desfiladeiros, mirantes, muitos deslizamentos de rochas, vegetação muito árida, guanacos (uma espécie de llama muito simpática), emas com seus filhotes, gaviões, pássaros. Cerca de 200 quilômetros, que levamos milhões de horas para percorre. Afinal, sabem como é turista, fotografa toda placa e montinho de pedra que encontra no caminho. Mas chegamos ao Cristo Redentor, ponto mais alto (4200 m) que se chega de carro, antes do Chile, já fazia um frio danado. Então começou uma garoa, que foi pouco a pouco tomando consistência e transformando-se, acreditem se quiserem, em neve, a foto não nos deixa mentir. E, para brasileiros, até que nevou um bocado e fez muito frio também. Fizemos boneco de neve e tudo aquilo que todo turista deslumbrado tem direito, afinal, de turística se perdoa quase tudo. Vale um destaque para a Ponte do Inca, no caminho de volta, uma ponte formada naturalmente, por calcário, e que cruza um rio de degelo. Precisamos confessar que, após a esplendida ceia de Natal que tivemos, entre novos amigos muito animados, o dia 25 foi passado na cama do hotel, vendo os filmes de Natal da TNT e curtindo a maior ressaca. Mas todo mundo tem direito a curtir um dia negro e nem turista é de ferro. Esperamos que não nos descontem o dia de trabalho! Na Grande Mendoza fica a cidade de Maipu, um brinquinho, com uma linda, muito bem cuidada, com flores coloridas, árvores frutíferas, piso de cerâmica e relógio de flores. Lembrou muito as lindas praças da Europa. Além de ser simpática, a cidade aloja boa parte das boas vinícolas olivícolas (que produzem azeite de oliva). Visitamos algumas, com mais de 100 anos, aprendemos muito sobre vinhos e azeites extra virgem e, muito principalmente, degustamos e compramos um montão de coisas. Estamos adorando Mendoza, a comida é muito boa, carne, carne, carne. A cerveja é geladinha (está um pouco quente para vinho), o pessoal é hospitaleiro. Visitamos também o Parque San Martin, que ocupa quase 1/4 da cidade, é lindo, o portão de entrada lembra um portão do parque de Nanci, na Franca, negro com detalhes dourados; têm lindas palmeiras e árvores, um lago enorme e muitos gramados . No final da tarde, o pessoal lota o parque, para caminhar, remar, deitar na grama, fazer aeróbica, brincar etc. Por indicação de uma das participantes desta viagem, amanha seguimos para ... Bem, mas já está super tarde e ainda queremos tomar um café de despedida. Beijos e abraços, Sayo e Claudio
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Viila de la Quebrada
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De:
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Claudio Roberto Kuczuk (crktour@hotmail.com)
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Enviada:
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sábado, 29 de dezembro de 2007 12:10:04
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Para:
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Caro Amigo, A amiga Naná, que já esteve pela região, recomendou uma paradinha para conhecer uma Via Sacra localizada entre montanhas. Nossa rota, de Mendoza a Córdoba, passava justamente pelo local, então incluímos Villa de La Quebrada e San Francisco de Rio de Oro, localizadas na Província (que para nós é estado) de San Luis, em nosso roteiro. Já se percebe grandes mudanças na geografia da região, deixando as grandes planícies com vegetação rasteira e desértica, começamos a ver montanhas, serras, mas ainda com vegetação de locais áridos, já aparecem arbustos maiores, mas com folhas pequenas, muitos galhos e espinhos, um pouco parecida com a vegetação de nossa região agreste. Villa de La Quebrada é um local de peregrinação, nos contaram que para a Festa do Senhor de La Quebrada, a princípios de maio, chegam mais de 100.000 devotos, de todas as partes do mundo, para pagarem suas promessas e pedirem bênçãos. Trata=se (este teclado é muito doido) de uma pequena vila, de quatro ou cinco ruas, poucos estabelecimentos comerciais (muitos fechados no momento), uma grande praça (bem cuidada) e uma igreja. Iniciamos a subida do Calvário por volta das 17:00 horas, como aqui escurece às 21:00, podem imaginar o calor. As estações estão dispostas em um cerro, em meio a montanhas, um silencio enorme, cortado, de quando em quando, por grilos e pássaros, talvez o Monte Calvário seja assim. As imagens são de mármore branco, quase de tamanho natural, a medida que se vai subindo, rezando e parando nas estações, para observá-las, é possível, realmente, imaginar a subida de Jesus e seu sofrimento, é emocionante. Quando chegamos a praça para jantar, algumas pessoas andavam por ali, tomando mate ou sorvete. Pouco a Pouco, foram partindo, só estamos os dois, nem os cachorros ficaram. Foi uma experiência legal, ter toda vila, toda a praça, para nosso jantar, cervejinha gelada, carneiro assado, chimichuri, saladinha e silêncio ... Valeu a indicação Naná. Gracias! Conferiremos as outras! Ouvimos dizer que por aqui também há um Hotel 5 estrelas, na serra, onde, há poucos dias, ficou Ronaldinho, e, ainda, uma nova cidade, criada já no século XXI, muito bem planejada, com o intuito de desenvolver a região. Vamos conferir! Beijos e Abraços, Sayo e Claudio
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Milagres do Santo Cristo de la Quebrada
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De:
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Claudio Roberto kuczuk (crktour@hotmail.com)
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Enviada:
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sábado, 29 de dezembro de 2007 13:57:05
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Caro amigo,
Esquecemos de contar como surgiu a devoção ao Santo Cristo de la Quebrada. Contam que , há muito anos, um humilde pastor de ovelhas encontrou, enquanto pastoreava encontrou a cruz colonial, entalhada em madeira policromada. Levou=a para casa e ela, por milagre voltou ao local onde foi achada. Há quem diga que quem o encontrou foi um senhor que, ao cair, faz um buraco no chão, onde aparece a cruz. Hoje, todos são unânimes em afirmar que a igreja foi construía no mesmo local, onde a cruz foi encontrada. Ela pode ser adorada sobre o altar, há uma escadaria que nos leva até lá. Sem número são, também, os milagres a ela atribuídos. Não deixamos de fazer nosso pedidos para o próximo ano. Beijos e abraços, Claudio e Sayo
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Córdoba
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De:
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Claudio Roberto kuczuk (crktour@hotmail.com)
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Enviada:
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segunda-feira, 31 de dezembro de 2007 19:58:08
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Caro Amigo, Tomamos o rumo de Córdoba por uma estrada que seguia de Villa Dolores pela serra, passando por pequenas vilinhas, restaurantes, lagos, um conjunto que é uma mistura de Campos do Jordão, Monte Verde, Penedo e Gramado; tudo muito charmoso e fresquinho. Muito diferente do calorão que estamos enfrentando. As serras que passamos são diferentes da nossa, de Santos, não há vegetação exuberante, o que encontramos são montanhas rochosas, entremeadas por uma vegetação rasteira. A princípio a cidade nos decepcionou um pouco, é muito maior do que imaginávamos, é a segunda maior cidade da Argentina (cometemos um equívoco quanto afirmamos que era Mendoza). Mais complicado para localizar hotéis, mais gente. Também tivemos uma certa decepção quanto aos hotéis. Lemos que havia uma grande oferta e de boa qualidade; a oferta realmente é grande, porém a qualidade não muito, são antigos, necessitando reformas e novo mobiliário. Bem ... os estrelados devem ser melhores, mas turistas por profissão (como somos) não podem gastar tanto em hotel, sob pena de viajar menos. Finalmente encontramos um apart hotel. Está legal, porém um pouco caro. Pouco a pouco, fomos mudando nossa primeira impressão, a cidade, embora grande, é simples para locomoção, assim como a população o é. Ela preserva alguns dos melhores exemplos da arquitetura colonial, tem largas avenidas, é circundada por montanhas. Fizemos roteiro guiado pelo centro histórico, onde grande parte foi declarada patrimônio da humanidade, pela Unesco. Nossa guia nos contou muito da história da cidade, que teve a primeira universidade da Argentina (1613), desde sua fundação em 06.07.1573, por Jerônimo Luis de Cabrera (se cair no vestibular já sabem). Visitamos o Cabildo (1796), construído como sede do governo; a Catedral, a mais antiga da Argentina, em estilo barroco e neoclássico, é linda, embora necessite uma reforma; a Manzana dos Jesuítas, onde está a Igreja da Companhia de Jesus, infelizmente só a vimos por fora, pois estava fechada; o Monastério das Carmelitas Descalças de Santa Tereza de Jesus. Caminhando bela cidade observamos lindos edifícios, já do século passado, muitos em estilo francês, como o Museu Superior de Belas Artes (Palácio Ferreira), e muitos outros que lebram as construções de Ramos de Azevedo, como o Teatro Municipal de São Paulo. O que mais nos encantou foi o Paseo Del Buen Pastor, um antigo presídio feminino, da época da ditadura, que hoje foi transformado em um centro cultural, com salas de exposições, algumas lojas, jardins, restaurante e cafeteria. Principalmente uma linda fonte, que, às horas ímpares, tem um show de águas dançantes, é um verdadeiro ballet, com uma coreografia muito especial e em total sincronia com as músicas, ora clássicas, ora modernas. Imperdível! Já fizemos nossa reserva para a Ceia de Ano Novo, é no Las Tinajas, recomendado pela dona do hotel. Está prometendo, terá show ao vivo e... contamos na próxima. Esperamos não beber tanto quanto no Natal! Não podemos perder mais um dia! Beijos e abraços, Sayo e Claudio
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General Belgrano
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De:
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Claudio Roberto kuczuk (crktour@hotmail.com)
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Enviada:
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2008 19:36:21
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O Las Tinajas é um restaurante legal, tem uma cascata artificial na entrada, que se transforma num riachinho, em cima dela fica o palco, com os cantores.Ele serve parrilla, de tudo quanto é carne; pastas, que a gente escolhe, inclusive o que quer no molho, e o chef prepara na hora; comida internacional, paella, filet à parmegiana, saladas, frutos do mar; comida chinesa e japonesa; pratos exclusivos, executados na hora por um chef; além, é lógico, de muita sobremesa. Como não poderia deixar de ser: é de chineses. Eles estão realmente dominando o mundo. O jantar de Ano Novo inclui, ainda, fogos de artifício, decoração especial nas mesas e lenbrancinhas (um panetone e uma camiseta). Feliz coincidência foi encontrar o grupo de suíços, seis rapazes, que também passaram o Natal com a gente; obsevervem que estávamos a 400 km de distância, pois passamos o Natal em Mendoza, eles nos reconheceram na hora e, daí prá frente, foi só alegria. Meninas muita atenção, parece que também buscam noivas brasileiras! Preparem os Books. Córdoba é ponto de partida para vários roteiros turísticos. Visitamos a região de Punilla, que passa por Carlos Paz, Dique San Roque, Cosquin, La Falda, Huerta Grande, La Cumbre, Los Cocos, Capilla Del Monte e outras. São pequenas cidades, muitas delas locais de veraneio da elite portenha e cordobesa, entremeadas por serras, rios, diques, lagoas, parques, restaurantes, hotéis, campings, diversão para a família toda. Quando já estávamos super ambientados com a cidade, deixamos Córdoba, no primeiro dia do novo ano, rumo ao Valle de Calamuchita. Antes passamos no Valle de Paravachasca, que tem com principal cidade Altagracia, uma cidade com um incrível legado dos jesuítas, declarado, pela Unesco, patrimônio cultural da humanidade, em 2000. Trata-se de uma instância jesuítica, construída em1612, estilo barroco, composta de residência de veraneio de jesuítas e estudantes da faculdade de Córdoba, inclusive com instalações sanitárias; igreja, cocheira, oficina de fabricação de ferraduras, fechaduras, chaves, dobradiças e utensílios de ferro. A cidade conta também com o primeiro dique da província, El Tajamar, construído em 1653. E, também, a casa onde Che Guevara passou grande parte de sua infância, hoje um museu. Mas o nosso coração foi realmente conquistado pelo Valle de Calamuchita, que tem um pouquinho de tudo que já contamos e muito mais. Combina muito com o calorão que anda por aqui, pois tem muito banho de rio. As serras já são verdinhas e na estrada, que vai serpenteando entre rios, vilas, diques, cerros etc., encontramos cabanas de aluguel, umas de pedra, outras de alvenaria e, ainda, umas de madeira. Nos hospedamos em uma na cidadezinha de General Belgrano, é um conjunto de cabanas, dispostos em forma de "U", em volta de uma piscina, tem pequenos jardins, churrasqueira e mesas comunitárias, muito agradável! A cidade, acreditem se quiserem, é a mais típica cidade alemã, tanto na culinária, quanto nas construções, no sistema de sinalização e hábitos. Tem até fábrica de cerveja alemã e Oktoberfest. Chegamos no dia primeiro, dia de grande festa na cidade: 12ª Bajada de Antorchas. No começo da noite, 450 pessoas subiram ao Cerro de La Virgem, cerca de uma hora de caminhada, levando uma tocha acesa na mão; quando o último que subiu, retornou, há uma grande queima de fogos, cerca de 15 minutos. Um grande trabalho de equipe, uma das 1000 coisas que recomendamos ser vista. Por indicação de uma das companheiras desta viagem, Naná, visitamos a Usina Nuclear de Embalse, 2ª da Argentina, em Embalse do Rio Terceiro, como eles mesmos se intitulam: uma central de portas abertas. Uma visita muito esclarecedora, tanto para expandir conhecimentos sobre a tecnologia de produção de energia elétrica a partir do urânio natural e água pesada, quanto para aprender um pouco mais sobre seu sistema de segurança. A usina conta com uma reserva natural, com animais de toda região, que se reproduzem normalmente, mais uma prova de que é possível promover desenvolvimento com responsabilidade. Percorremos vários setores, entre eles: controle, geração, controle radiológico, operação, depósito de urânio enriquecido etc. Adoramos! Conhecemos várias cidadezinhas e vilinhas estilo centro europeu e deixamos parte de nosso coração em La Cumbrecita. Como o nome já diz (cumbre=cume), fica lá no alto da montanha, após 37 km de uma estrada de terra, cheia de curvas, que até desanima. Todo esforço foi recompensado, quando chegamos à vilazinha sem calçamento; na beira de um riozinho super gelado; com hortênsias e dálias por todo lado; pinheiros que dão um aroma delicioso; sem carros, só caminhantes; casinhas estilo de estilo centro europeu. Jantar típico alemão, com direito até a bolo floresta negra (que tem origem na região alemã de mesmo nome, na Bavária), uma delícia, com uma geléia de amora, bem azedinha, e muito chantily. Mas o melhor foi partir, por incrível que pareça. Passava das 22:30, noite escura, mas , felizmente, sem assombração, parecia que haviam posto pisca-pisca ao longo da estrada. Sabem o que era? ... muitos dos amigos mais novos só devem ter ouvido falar, possivelmente nunca viram, eram vagalumes, milhares deles, quando desligávamos o farol do carro parecia iluminação de Natal. As estrelas tomavam conta do céu todo, dava para ver tudo quanto é constelação, e, vez por outra, uma lebrezinha correndo pela estrada. Estamos pensando em seguir para Rio Quarto para ... mas isso fica para outra vez, ta um calor danado e tem um riozinho nos esperando! Beijos e abraços, Sayo e Claudio
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Rio Cuarto, San Antonio de Areco
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De:
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Claudio Roberto kuczuk (crktour@hotmail.com)
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Enviada:
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segunda-feira, 7 de janeiro de 2008 12:53:57
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Caro Amigo,
No caminho para Rio Cuarto, demos uma paradinha na estrada para deixar uma garrafa de água fresquinha para a Defunta Correa.
Contam que,durante a guerra civil argentina, uma senhora, muito apaixonada, saiu em busca de seu marido, que havia sido recrutado, carregando seu bebê. Depois de muito andar, acabou morrendo de sede na beira da estrada, mas antes colocou seu filho no peito. O bebê foi encontrado vivo, mamando no peito da mãe morta. Hoje, é comum encontrar, nas estradas, pequenas capelinhas, dedicadas à Difunta Correa, onde as pessoas deixam dezenas de garrafas com água. Dentro da que vimos havia uma pequena imagem da santa popular, deitada com seu bebê, também encontramos velas, brinquedos e coisas de pagamentos de promessas.
Rio Quarto é uma cidade simpática, se você não chegar na hora da siesta, quando a cidade parece que foi evacuada, não se encontra nada aberto nem para um café, só se encontra cachorro na praça.
A catedral, de Nossa Senhora da Conceição, é show, não é muito grande, mas é maravilhosa. Embora colorida, predomina o tom rosa; o altar principal e os laterais, dedicados aos santos, são em mármores, com muitas colunas e arcos. Tem poucos vitrais, mas muitas pinturas de anjos, flores e santos nas paredes e teto, em tons pastéis e muito dourado. Do teto, em fios muito longos, pendem lindos candelabros. As imagens dos santos são verdadeiras obras de arte, com olhos de vidro.
Quem vem a Argentina não pode deixar de comer os alfajores, já conhecidos por quase todos, e as empanadas, pastéis assados, com recheios de carne, verdura, queijo e presunto, têm cara de Argentina. Muito peculiares são também os Kioskos, pequeninas portas, encravadas entre edifícios, onde se vende de tudo, principalmente refrigerantes e doces; e os locutórios, pequenas portinhas com cabines telefônicas e internet, tem gente do mundo todo, falando tudo quanto é língua.
Para relaxar, em final de viagem, demos uma paradinha em San Antonio de Areco, uma gracinha! Para variar o rio passa pelo meio da cidade e, é lógico, existe um parque com mesas e churrasqueira, aonde o pessoal vem fazer pic-nic, um dos esportes preferidos dos argentinos.
A igreja lembra um pouco a de Rio Quarto, em menor escala, e ainda tem todos os altares circundados por pequenas lâmpadas; quando acessos a igreja fica um sonho. Não existem edifícios; as casas são antigas, quadradas (sem aquele tetinho caído, que tanto desenhamos, quando crianças), bem conservadas, com portas diretamente para rua, como as que existiam no Brasil antigamente, com lindas grades, frisos e arabescos.
Comemos num restaurante maravilhoso, uma das melhores comidas da viagem. Paredes descascadas (só tijolo) com estruturas de madeira; mesinhas de madeira, dos anos 50; todo decorado com propaganda de produtos antigos e objetos também antigos. Parecia um velho armazém.
Paramos por aqui, a piscina está nos esperando ... e as férias acabando (lacrimas).
Beijos e abraços,
Sayo e Claudio
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Caro Amigo
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De:
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Claudio Roberto kuczuk (crktour@hotmail.com)
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Enviada:
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domingo, 13 de janeiro de 2008 3:09:15 |
Santos, 12 de janeiro de 2008.
Caro Amigo,
Durante nossa viagem de dezembro de 2007, pela Argertina, recolhemos alguns trechos de poesias que, agora, compartilhamos com você, caro amigo.
“Estoy volvendo a las cosas que tan bien aprendi en mi niñez, creo que estoy regresando a esos días en los que tenia la edad justa para saber la verdad…” - (estou voltando às coisas que tão bem vivi em minha infância, creio que estou regressando àqueles dias em que tinha a idade certa para saber a verdade).
“No hacen falta las alas para alzar vuelo” (não fazem falta as asas para alçar vôo).
Uma certa tarde, num parque de Villa del Dique, durante um pic-nic, entre um pedaço de queijo, um gole de vinho e uma esticada de olho para o rio, a fim de conferir patinhos nadando, gente pescando, meninos gritando (que novidade), cachorros brincando, um pessoal acampado, mais uma vez nos demos conta, ou melhor, lembramos de que a felicidade realmente existe.
É bem verdade que entre alguma crise de TPM, menopausa, andropausa ou asma; alguma pausa para atender o celular ou conferir se a fotografia digital ficou boa e, se necessário, repeti-la; ou , ainda, alguma leitura de e-mail, briga de criança, birra de adolescente, vírus de computador, xixi de cachorro fora de lugar, marido perguntando da tal camisa branca (ou sei lá que cor), zelador avisando que vai faltar água, falta da empregada, almoço de domingo na casa da sogra, convite de casamento, missa de 7º dia, festa de aniversário, compra de supermercado, conserto de máquina de lavar, fila de banco, consulta médica, fatura de cartão de crédito, pintura de apartamento, aumento da conta telefônica, visita inesperada (que vai ficar para o fim de semana), declaração de imposto de renda, pagamento de IPTU e IPVA, discussão com vizinho, dor de dente, lavagem de carro, bronca do chefe, Big Brother e sabemos lá mais o que, já até esquecemos o que íamos dizer.
É bem verdade que por “algumas pequenas contingências da vida cotidiana”, nos esquecemos de quão ao alcance de nossas mãos a felicidade está, pois foi exatamente para ela que Deus nos criou a sua imagem e semelhança. Como bem disse Mário Covas, se Deus nos deu o principal, a vida, como podemos reclamar dos acessórios, uns pequenos probleminhas.
O “segredo” do sucesso, dizem, é ter sempre em mente o que se deseja, sem medo de ser feliz e sem pensar no que não se deseja. Fácil, não?
“Yo prefiero ver el mundo como lo veia, um poco de liberdade es lo que falta a todos” – (eu prefiro ver o mundo como o via, um pouco de liberdade é o que falta a todos)
“Cada uno tiene su propio o cielo y su propia estrella ... buscala, hacela…es tuya”.
Todos têm seu próprio céu e sua própria estrela, vá em frente, estique a mão, busque-a, arregace as mangas, faça-a, ela é toda sua.
Na mesma viagem também tivemos o prazer de conhecer:
1 - Ian, o intrépido e falante escocês, que viaja o mundo em sua velha bicicleta e tem a ambição de aprender a falar português para, quem sabe, viver em outro país;
2 – Julián, desinibido chileno, que nos encomendou uma esposa brasileira (já nos escreveu cobrando);
3 – O grupo de suíços, seis rapazes muito animados, com quem, coincidentemente, passamos Natal e Ano Novo e nos esperam em Berna (Suíça) para uma cervejinha, nas nossas próximas férias;
4 – Patrícia, amável, que nos alugou o carro com muita diligência e procura de um novo apartamento, para mudar sua vida no novo ano;
5 - Thiago, meticuloso e gentil, médico de futuro brilhante e que nos dará bons conselhos, novo companheiro para muitas futuras viagens e aventuras;
6 – Tatiana, cordata e entusiasta, namorada de Thiago, que inicia sua caminhada pelas veredas da justiça;
7 – Kerstin, a carinhosa, sentimental e alegre alemã, que inicia nova vida na Argentina, com muitos sonhos;
8 – E, mais uma vez, um sem número de argentinos que, muito amáveis, manifestaram seu amor pelo nosso país e, se ainda não vieram, virão.
E muitas outras pessoas admiráveis, que cruzaram o nosso caminho e contribuíram para tornar nossas vidas ainda mais felizes.
Obrigado por nos acompanhar em mais uma viagem.
Sejam felizes!
Beijos,
Sayo e Cláudio
PS – Quanto as nossas metas?
Entramos em tudo quanto foi vinícola e, é lógico, bebemos tudo quanto foi vinho. Cada produtor diz que o seu é melhor e nós não achamos todos excelentes. Assim, teremos que voltar, prová-los novamente para, então, chegar a alguma conclusão (Ah! Ah! Ah!).
Quanto à Baba de Caracol?
Vejam como rejuvenecemos:
September 01
Santos, 03 de junho de 2007.
Caro Amigo,
Ouvimos dizer que Marco Pólo, conhecido mundialmente por suas inusitadas viagens, tornou-se um homem visionário, inteligente e a frente de seu tempo porque sua querida mãezinha, ao preparar suas mamadeiras, na pequena cidade croata onde nasceu, usava uma mistura das águas dos 16 lagos do Parque Nacional de Plitvice, hoje Patrimônio Cultural da Humanidade.
Assim, em nossa constante ânsia pela VERDADE e JUSTIÇA, após longa análise, concluímos que meticulosa investigação “in locu” deve ser iniciada imediatamente, a fim de que não reste comprometido o futuro da humanidade e que possamos beber um pouco da tal mistura de águas, com o propósito de nos tornarmos viajantes tão famosos .
Portanto, e também com o legítimo intuito de cumprirmos nossa honrosa, longa e árdua META (100.000 Km viajando, ah, ah, ah), resolvemos colocar, novamente, nossos pés na estrada.
Aproveitaremos para descobrir o que levou a Eslovênia a possuir o maior número de ursos por quilômetro quadrado do mundo.
Vem com a gente !
Sayo e Claudio
Caro Amigo,
Para que você, que irá nos acompanhar em nossa árdua jornada até os confins da terra, não se perca da caravana, estamos mandando um mapa, com o roteiro da expedição.
Compre seu ingresso, pegue o passaporte faça as malas, avise os familiares, desligue o gás, regue plantas, deixe o gato com o vizinho, prepare a pipoca, abra uma garrafa de vinho, escolha uma poltrona confortável e... vamos viajar!
Nos vemos em Paris.
Tuesday, June 12, 2007 6:25 AM
Paris
Caro Amigo, Nosso vôo de São Paulo a Paris foi muito agradável, a Lutfhansa tem um excelente serviço e uma equipe de bordo muito gentil, bem se vê que são alemães, recomendamos. Fizemos uma escala em Munique com tempo de ir ate Marienplatz e tomar uma deliciosa cerveja no Biergarten da HB (maior cervejaria da Alemanha), claro que também comemos um joelho de porco. Era uma tarde ensolarada, todos caminhando calmamente pela rua, pois era feriado também. Encontramos Paris com uma temperatura muito agradável, um leve frescor pela manha e um lindo sol pelo resto do dia; linda como sempre, muitos edifícios bem conservados, muitas floreiras nas sacadas de ferro e já com um ar de verão. Nos esperavam, no aeroporto, os queridos amigos Paul e Olga. Sábado nos levaram a feira; que e parecida com a nossa e fica ao lado de um mercado, muito parecido com nossos mercados municipais, porem tem uma banca de queijos que e de enlouquecer, com queijos que nem imaginávamos existir; muitos Paes e pescados. Por todo lado e possível ver pessoas falando, sorrindo e carregando sacolas de palha, cheias de legumes, frutas, queijos, pães; muitos dos comerciantes já nos conheciam, do ano passado, e nos cumprimentaram calorosamente. Paramos em um bar, ao lado a feira, para tomar uma taca de vinho com amigos, habito comum em dia de feira. Sábado a noite tivemos uma festa brasileira, que incluía Escondidinho, Baião de Dois, batidas de coco e de manga e, como não podia faltar, muita caipirinha, que todos aqui adoram. A festa foi um sucesso, encontramos os velhos amigos Pepe, Rosário, Francisco, Caterine, Natacha, Vicentes e fizemos muitos outros amigos. Visitamos Notre Dame, uma preciosidade do gótico, e a Igreja da Medalha Milagrosa, onde Nossa Senhora fez aparições a Santa Catarina, incluímos todos os amigos em nossas preces. Fomos a Torre de Monteparnasse, 59 andares, elevadores Otis, uma vista de Paris de tirar o fôlego; ao Panteão, antiga igreja de Santa Genoveva, hoje mausoléu dos heróis da pátria. Na igreja de Saint Suplice conferimos alguns pontos do Codigo Da Vinci. O Petit Palais finalmente acabou sua restauração e esta maravilhoso, tem uma exposição permanente de quadros, escultura e objetos de arte que vale uma visita, principalmente porque e grátis. Muitas vezes os domingos nos parecem um pouco triste, com tudo fechado, já encontramos uma formula para os domingos em Paris: a feira do Kremilim. E o bairro comunista, ha muitos árabes, tem uma feira incrível, com muitas roupas (blusas de crochê), sapatos, comida, bijuterias. As lojas também ficam abertas. E a versão francesa da 25 de Março. Tivemos alguns contratempos, nossa mala chegou rasgada, perdemos os chaveiros que trazíamos para presentear alguns amigos e a toalha para os banhos no Mediterrâneo e Adriático. A sandália super confortável, que me acompanharia por toda Europa, já se quebrou. Nada que não tenha solução. Comemos muito crepe (uma espécie de panqueca) pelas ruas de Paris, enchemos nossos olhos de beleza e nossos corações de alegria. Tivemos nosso jantar de despedida em um restaurantezinho muito típico e agradável, com Paul, Olga, Rosário e Pepe. Agora seguimos para Dijon ... Abraços e Beijos Sayo e Claudio
Friday, June 15, 2007 5:54 PM
Dijon - France
Caro Amigo, Saímos de Paris, rumo a Dijon por uma estrada nacional, que passa por pelo meio das cidades e vilarejos, pois alem de não ter pedágio e um percurso muito mais agradável. As casas têm um tom pastel, entre amarelo, bege e cinza, parecem feitas de pedra, com muitas janelas de madeira, grades de ferro; não possuem quintal frontal, ficam na beira da calçada, donde saem trepadeiras de rosas e parreiras, seus jardins e pátios são laterais e , muitas vezes estão escondidos atrás de enormes portões. Já sentem, e muito, o peso dos mais de 100 anos que têm. Assim fomos seguindo o caminho rumo a Dijon. Porem tivemos que parar em uma pequena cidade, Vezelay, para ver em sua maravilhosa Basílica, que já foi o ponto de partida de um dos caminhos para Santiago da Compostela, um relicário contendo os restos de Maria Madalena, que, apos a subida de Jesus ao céu, foi viver na Provence (sul da Franca), Também tivemos tempo para salvar um filhote de corvo que caiu do ninho. Por recomendação dos amigos franceses, seguimos para Saulieu, onde afirmaram ser possível comer uma das melhores comidas da Franca. Realmente não mentiram, comemos uma comida de chupar os dedos, em um pequeno restaurante, muito acolhedor, com linda decoração, muitas flores e coisas regionais. Acabamos sendo obrigados a dormir nesse lugar maravilhoso, já que o vinho não nos permitia prosseguir. Seguimos para Dijon, não tivemos muita sorte com hotel, pois havia uma convenção na cidade, mas embora nosso hotel não seja lá aquelas coisas, esta muito bem localizado, bem no centro da cidade. A cidade e um espetáculo, construções um tom bege, muito bem preservadas, embora muitas já tenham mais de 300 anos, não faltam restaurantes, existe um ar agitado mas que não e apressado. Conhecemos a cidade passo a passo, pois no Centro de Informações Turísticas compramos um mapa que indica um trajeto marcado por pequenas corujas coladas nas calcadas, são 22 pontos turísticos indicados, com as respectivas explicações. E muito divertido, principalmente porque encontramos vários grupos de estudantes, de diversas idades, fazendo o percurso, que ficavam muito admirados com a nossa presença. A região da Borgonha e muito famosa por seus vinhos e sua deliciosa comida, já provamos diversos vinhos e comidas que vão do escargot ao bouef Bourguuignon (espécie de cozido) e temos que nos render aos prazeres da Borgonha, que ainda possui muitos lagos, rios e canais e uma vegetação exuberante. Dijon possui maravilhosos museus, como o de Belas Artes, que possui uma coleção permanente muito variada, com obras de mais de cinco séculos , de artistas de toda a Europa, e são gratuitos. Hoje fizemos a Rota do Vinho, de Dijon a Beaune, uma pequena estrada, que vai serpenteando em meio a vinhedos, adegas, vilas e pequenas cidades. Fez um pouco de frio, mas nada que tirasse o charme do passeio, paramos em muitas cidadezinha e gostamos especialmente de Beaune, com uma belíssima construção de 1443, que foi feita por artistas para abrigar um hospital, apos a guerra dos Cem Anos. Amanha seguimos viagem, só Deus sabe para onde ... Abraços e beijos, saudades, Sayo e Claudio
Conheça um pouco da história de Dijon:
Antaño prestigiosa ciudad de los duques de Borgoña - Juan sin Miedo, Felipe el Bueno, Carlos el Temerario nacieron en ella - Dijon es hoy en día una capital regional moderna, en el centro de la única aglomeración de más de doscientos mil habitantes situada entre Lyon y París. Heredera de un patrimonio arquitectónico excepcional, uno de los primeros cascos históricos protegidos de Francia, Dijon cuenta con 97 hectáreas de monumentos declarados de interés artístico. Tejados barnizados, casas con entramados de madera, palacetes del siglo XVII y XVIII, Catedral Saint-Bénigne, Palacio de los Duques de Borgoña... La ciudad de Rameau y de Bossuet, alabada por Voltaire, y donde nació Gustave Eiffel, ha sido clasificada primera posición en cuanto al turismo urbano.
Saturday, June 16, 2007 1:40 PM
Innsbruck - Austria
Caro Amigo,
Estamos em Innsbruck, saímos de Dijon cedo e passamos o dia na estrada, o que e muito diferente de passar o dia nas estradas brasileiras, não ha muito carro nem muita poluição.
Saímos da Borgonha, passamos por parte da Alsacia (ainda Franca), que já apresenta uma paisagem diferente, mais plantações e as casas já com uma construção diferente, sem aquela tão romântica janelinha no sótão, mas ainda com muitas flores e cortinas rendadas na janela.
Entramos na Suissa, entre Basel e Zurique, passamos pela região dos Alpes, onde existem longos de túneis cortando as montanhas, o maior media 10.3 Km.
Entramos na Áustria e encontramos aquela paisagem de propaganda de chocolate, gordas vaquinhas, pequenas vilas de casinhas brancas e telhados pretos, fincada em meio a montanhas, com uma igrejinha de torre muito alta e um riachinho correndo ao lado.
O tempo esta muito estanho, foi de 14 graus a 24, chove, cinco minutos depois faz sol e logo volta a chover.
Encontramos um Austríaco, Mick, que quando nos viu falando português veio logo puxar papo e nos convidou para um café. Ele fala português bem, na medida do possível, e casado com uma brasileira de Juiz de Fora, Valdinéia, e ama o Brasil, já foi oito vezes. Quem sabe amanha tomemos uma cerveja juntos.
Beijos,
Sayo e Claudio
Saiba um pouco mais sobre Innsbruck
A 162km de Munich, Innsbruck mistura a intensidade do ski com a vida cultural desta cidade imperial que reflete 800 anos de história. Sediou os Jogos Olímpicos de Inverno por duas vezes. Em Igls, um vilarejo de ski próximo tem paisagens espetaculares e ostenta o mundialmente famoso Olympic Men's Downhill Slope. Um serviço de ônibus liga as diferentes áreas de ski. Innsbruck é um tesouro da história, com ótimas opções de compras , restaurantes e passeios.
O nome Innsbruck siguinifica “ ponte do Rio Inn” já que ponte em austríaco é brücke. Antigamente para se cruzar os Alpes entre a Alemanha e a Itália era necessário atravessar o Rio Inn neste ponto. A Áustria se encontra no meio da Europa junto a Suíça e Lichenstein.
Friday, June 22, 2007 4:45 PM
Innsbruck a Venecia
Caro Amigo,
Innsbruck e realmente um tudo-de-bom melhorado, a cidade esta um brinco, muito bem preservada , tudo pintadinho e colorido. Mas os austríacos tem uma especial atenção com as igrejas, se você cochilar dentro de uma e, de repente acordar, perigas de pensar que morreu e esta no céu, visitamos algumas em estilo barroco-rococo, elas são pintadas , por dentro de cor-de-rosa,tem muito mármore, estatua maravilhosas, muitas pinturas e sobre o que já e maravilhoso parece que alguém pegou um bico de confeiteiro e saiu aplicando flores, anjos, arabescos, em relevo, em tons de branco e dourado. Os cemitérios ficam em volta das igrejas, mas na verdade são pequenos jardins, não ha aquela lapide fria, de cimento ou mármore, uma discreta muretinha de mármore delimita o tumulo que tem um esplendido jardim em cima, da prazer olhar e imaginar que nosso ente querido esta num lugar tão bonito. Hospedamos na casa de nossos amigos Marcela e Gonzalo, tivemos a oportunidade de conhecer como são aquelas lindas casas de montanhas que vemos nos filmes, são de cinema. Em uma manha fria, seguimos para Itália, que estava quentíssima, com destino a Verona para ver o balcão de Julieta. As italianas continuam fashion, meninas preparem-se, a moda são as leg( com saia, bata, shorts, vestido curto ou comprido, com qualquer coisa), os sapatos (sandálias, chinelos, qualquer coisa) dourados e prateados e pečas pretas com bolinhas brancas, entre outras coisas. O transito continua o mesmo e os italianos terríveis. Rumo a Veneza, demos uma paradinha em Padova, que em português e Pádua, a terra de Santo Antonio, visitamos a Basílica onde esta o tumulo de Santo Antonio, que teve sua construção iniciada em 1231. A cidade e bonitinha mas, infelizmente, chegamos depois do meio dia e as lojas estavam todas fechadas ate as 16:00, quando termina lá "siesta". Veneza ... o que dizer de Veneza! Ela não esta mais limpa, melhor conservada ou menos lotada de turistas, porem continua mágica. Tivemos a sorte de encontrar um hotel com excelentes preços, tudo de veneziano (paredes forradas de jacqard , mobília em madeira entalhada e pintada a mão, mil espelhos, estofados, candelabros etc. etc.), digno de lua de mel, no melhor ponto de Veneza, onde todos querem ficar, o local que aparece em todos os cartões postais, lá mesmo, a um quarteirão da Piazza de San Marcos. Compramos um bilhete de 24 horas do Vaporeto(barco que faz o transporte em Veneza), que gastamos ate o ultimo centavos, pois navegamos para tudo quanto e lado. A impressão que se tem e que a cidade foi alagada, pois a maioria das casas não tem se quer uma calcadinha, abrindo a porta e dando meio passo se cai dentro da água. São casarões, pequenos palacetes, pontes, igrejas, transporte de mercadorias, vendedores, becos, vielas e gôndolas cheias de chineses por todos os lados, tem também umas comprinhas. Não pensem que a coisa melhora a noite, continua o mesmo, só que com um lindo reflexo da lua nos canais. Sinceramente deixamos Veneza com uma pontinha de tristeza e já muita saudade. Mas temos a obrigação de descobrir o que havia na mamadeira de Marco Pólo. Apos 2300 km, chegamos a Zagred, nossa primeira parada na Croácia, do mesmo modo que chegamos a maioria das cidades, perdidos, sem mapa, sem hotel, sem saber onde e o centro da cidade ... mas isso fica para uma outra vez. Abraços e Beijos, saudades, Sayo e Claudio
Wednesday, June 27, 2007 6:05 AM
Croácia
Caro Amigo, Uma linda noite, ha quatro anos, jantando em um pequeno restaurante em Sarlat, uma cidade medieval do interior da Franca, dois chilenos, da mesa ao lado, entabularam uma conversa e nos falaram sobre sua fabulosa visita a Croácia. Temos que dizer que foram econômicos com os elogios, a Croácia e tudo que eles disseram e muito mais. Quem pensa em guerras, cidades destruídas ou coisas parecidas esta profundamente enganado. A Croácia tem mais de 1000 ilhas, sendo mais de 100 habitadas, um clima muito agradável, um povo muito gentil, lindas igrejas, jardins , castelos etc. E de tirar o fôlego. Veja o que mais:
CROÁCIA
Nome oficial: República da Croácia (Republika Hrvatska).
Capital: Zagreb.
Localização: centro-sul da Europa.
Nacionalidade: croata.
Área: 56.540 km2.
População: 4,4 milhões (2001).
Densidade: 77,82 hab./km2.
Língua oficial: croata.
Composição étnica: croatas e sérvios.
Religião: maioria cristã.
Governo
Sistema de governo: república com regime de governo misto.
Presidente: Stipe Mesic (desde 2000).
Primeiro-ministro: Ivica Racan (desde 2000).
Legislativo: unicameral. Casa dos Representantes, com 151 membros eleitos por voto direto para um mandato de quatro anos.
Principais partidos: Partido do Povo Croata (HNS), Partido Social-Democrata (SPH) e União Democrática Croata (HDZ).
Economia
PIB: 19,8 bilhões de dólares (2001).
Agricultura: beterraba, milho e trigo.
Indústria: têxtil, papel, petróleo, construção naval, produtos de madeira e materiais de construção.
Exportação: combustíveis, produtos químicos, carne bovina e bens manufaturados.
Moeda: kuna.
Nação da Europa Balcânica, independente da ex-Iugoslávia desde 1991, quando conflitos entre croatas e a minoria sérvia levaram o país a uma sangrenta guerra civil. Desde 1995, porém, vive relativa estabilidade econômica e política, apesar de inserida em uma região conflagrada – Guerra do Kosovo (1998) e bombardeios da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) à Iugoslávia (1999).
Quase 80% da população é formada por croatas e o restante por sérvios (12,5%), eslovenos, húngaros e eslavos (9%). A economia, em recuperação após a guerra da independência, é baseada na agricultura, na indústria e no turismo. A Croácia foi uma das mais prósperas repúblicas da Iugoslávia, mas a guerra afastou os turistas, que respondiam por um terço das receitas do país. Banhada pelo Mar Adriático, a Croácia possui litoral bastante recortado, composto de várias penínsulas, ilhas e baías e abriga monumentos antigos, como o Palácio de Diocleciano, em Split, e a antiga cidade de Dubrovnik, declarada patrimônio da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). Zagreb é a capital e maior cidade.
HISTÓRIA
A região pertencia ao Império Romano até a invasão dos eslavos no séc. VI. Em 1102, o rei da Hungria foi reconhecido como rei dos croatas. No séc. XVI parte do país caiu nas mãos dos otomanos. Em 1918, a Croácia aderiu ao reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos – posteriormente reino da Iugoslávia –, mas os croatas se opuseram ao centralismo sérvio. Em 1929, foi criada a sociedade secreta dos ustachis, responsável pelo assassinato do rei iugoslavo Alexandre I (sérvio), em 1934.
Durante a Segunda Guerra Mundial, a Croácia foi ocupada por forças alemãs e italianas e desligou-se da Iugoslávia. Nesse período – 1941 a 1945 – foi governada pelo líder ustachi Ante Pavelitch, que praticou violências contra a minoria sérvia. Após a Segunda Guerra Mundial, guerrilheiros comunistas expulsaram os nazistas e o país aderiu à Iugoslávia por pressão dos Aliados. O marechal Josip Broz Tito, nascido na Croácia, conteve o ímpeto separatista das repúblicas que integravam a Iugoslávia, mantendo a federação unida. Ele socializou a economia, mas estabeleceu uma política de independência em relação à União Soviética. Após a morte de Tito, em 1980, recomeçaram as hostilidades entre a Croácia e o governo iugoslavo, comandado por sérvios. Em 1989, os comunistas renunciaram ao monopólio do poder sob influência da democratização do Leste Europeu, em curso desde a abertura política da União Soviética (1985). Em 1990, os nacionalistas croatas venceram as primeiras eleições pluripartidárias e Franjo Tudjman assumiu a Presidência, defendendo a separação da Croácia do resto da Iugoslávia. A minoria sérvia (cerca de 12,5 % da população) que vivia em território croata, porém, defendia a manutenção da federação e a criação de uma Grande Sérvia.
Em 1991, foi proclamada a independência da Croácia, imediatamente reconhecida pela comunidade internacional. Seguiram-se violentos combates entre a minoria sérvia, apoiada pelo poder central iugoslavo, e croatas pelo controle das regiões de Krajina e Eslavônia – os croatas foram derrotados. Em 1992, a Organização das Nações Unidas (ONU) enviaram forças de paz para a região. Nesse período explodiu o conflito da Bósnia-Herzegovina e o presidente Tudjman tentou anexar a região Sul da Bósnia, de maioria croata, à Croácia. Em agosto de 1995, a Croácia recuperou Krajina. A paz foi estabelecida no final de 1995 pelo Acordo de Dayton (EUA), com a divisão da Bósnia entre sérvios-bósnios e muçulmanos e croatas. Em 1998, a Eslavônia foi reintegrada ao território croata após vários anos sob administração da ONU. Em novembro de 1999, o presidente Franjo Tudjman, então com 77 anos, foi declarado incapacitado, por conta de seu grave estado de saúde. Vlatko Pavletic, também membro do partido União Democrática Croata (HDZ) e líder do Parlamento, assumiu em seu lugar. Tudjman morreu no mês seguinte.
As eleições parlamentares ocorridas em janeiro de 2000 deram vitória à oposição. O líder do Partido Social-Democrata (SPH), Ivica Racan, foi nomeado primeiro-ministro. Um mês depois, Stipe Mesic, do Partido do Povo Croata (HNS), foi eleito presidente. O novo governo adotou uma postura liberalizante com vistas à aproximação com a Europa e a Otan. Também modificou a Constituição para permitir a extradição de cidadãos croatas para o Tribunal de Haia, a corte internacional que julga crimes de guerra e de genocídio. A partir de 2000, alguns líderes nacionalistas croatas foram a julgamento por causa das acusações de crimes praticados durante a guerra da independência.
Friday, June 29, 2007 3:37 PM
Dubrovnik - Croácia
Caro Amigo,
Então nos aborda o tal Senhor, perguntando, em croata, se estávamos procurando local para ficar, oferecendo-nos um apartamento com varanda, perto de um supermercado e do ponto de ônibus, a um preço ótimo,pelo menos era o que nos estávamos entendendo. Resolvemos acompanha-lo para ver. Chegamos a uma linda casinha, que tinha na frente um lindo jardim, com uma parreira carregada cobrindo toda a varanda. Sua filha, Ivana, que falava inglês, estava nos esperando para explicar tudo. Alugaríamos a casinha com sala, cozinha, banheiro, um lindo quintal com varias flores, horta (tomate, abobrinha, pimentão, limão, uva etc.), tudo muito limpinho, com loučas novinhas, pela bagatela de 35 euros por dia. Acabamos fazendo uma grande amizade , todas as manhas Ivana vinha conversar um pouco, contava sobre a guerra (a cidade ficou sitiada 2 anos, separada do resto da Croácia), perguntava sobre o Brasil, nos dava dicas sobre passeios.
Tínhamos a intenção de ir a Medjugorje, na Bósnia, onde houve a aparição de Nossa Senhora, verificamos no Brasil e nos informaram que não precisaríamos de visto, mas na hora, não pudemos entrar. Ivana, uma manha, trouxe-me um terço, que ela havia trazido de lá, de presente. A parte antiga de Dubrovnik e uma coisa sensacional, declarada patrimônio da humanidade pela Unesco, foi a grande rival de Veneza no domínio do Adriático, as casas são todas de pedra e o piso de mármore, brilhante de tanto turista andar, já foi restaurada depois da guerra e esta praticamente perfeita. A cidade continua toda cercada por um muro, que tem uma passarela, na sua parte superior, que levamos uma hora e meia para percorrer. De cima do muro observávamos, de um lado, o lindo mar azul e a cidade nova, do outro a cidade antiga, com seus quintais, gatos dormindo, roupas no varal, homens de cueca, igrejas, mulheres cozinhando, janelas por lavar, janelas com potes de conserva, louças secando, vida. Tudo acompanhado por revoadas e gritinhos de andorinhas, que estão por todos os lados, com seus ninhos cheios de filhotes. Visitamos a Ilha Lokrum, que, segundo o Claudio, e um paraíso para mergulho, que deixa Ilha Grande (Brasil) no chinelo, água azul, transparente e quente, diferente do Mediterrâneo , que e um gelo. (Que ninguém nos ouça, mas preciso confessar que aproveitei para tirar umas ferias, enquanto ele mergulhava, eu colocava minha canga em uma sombria e tirava um cochilo). Estivemos também em Cavtat, uma pequenina e elegante cidade medieval, com lindos iates aportados. E mais mergulho e mais ferias, com muitos peixes e plantas marinhas diferentes da nossas. A cada mergulho Claudio encontra um tesouro, já temos um chapéu, um lenço, uma sacolinha e dois copo. Estou rezando por um lindo colar de perolas, quem sabe! As praias aqui não tem areia, somente pedras, eles usam um sapatinho especial de borracha, com o qual caminham e nadam. As estradas são muito agradáveis, pois quase sempre beiram o mar, tem uma linda vegetação, muitos figos, romãs e um maracujá que tem a flor igual a nossa, porem não e comestível.
Os frutos do mar são a comida preferida, pizza também. O povo e muito amistoso e adora perguntar sobre o Brasil. O clima e muito seco e faz um calor danado, só com muita cerveja. Nossa despedida foi nota 10. Ivana, seu pai e sua mãe vieram tomar café com a gente, lhes demos de presente lembranças que compramos na Igreja da Medalha Milagrosa, em Paris, na Igreja de Santo Antonio, em Pádua, uma medalha que eu havia trazido do Brasil, benta pelo Papa, café aromatizado e balas brasileiras, eles adoraram, ela ate chorou. Eles nos deram um monte de tomate e pimentão (da sua própria horta, que fica nos fundos da casa que agora chamamos de nossa), para comermos na viagem; um vinho feito pelo pai (com uvas de nossa casa) e uma Schnaps, bebida parecida com uma aguardente, porem e feita de uva, que o pai fez e colocou em vidro onde ha um enorme limão dentro, pois a mãe, quando o limão era bem pequeno, pendurou garrafa no limoeiro para que ele crescesse dentro dela. Ganhamos também um preparado, feito pela mãe, de uva e Schnaps, que e bom para dores de estomago. Bem, mas temos que cumprir nossa meta de descobrir sobre a mamadeira de Marco Pólo, então pés na estrada para a famosa ilha de Korčula...
Estamos com saudades, pero no mucho, porque aqui esta muito bom.
Abraços e beijos,
Sayo e Claudio
Monday, July 02, 2007 5:56 AM
Split – Croácia
Caro Amigo, A costa croata banhada pelo mar Adriático e uma seqüência de pequenas cidades e muitas ilhas. São cidades localizadas bem a beira mar, com mais de 1000 anos, que cresceram ao redor dos ancoradouros dos barcos. Em todas as construções são em pedra, parecidas com um paralelepípedo, porem bem claras; as ruas também com o mesmo tipo de pedra, já bem desgastadas pelo caminhar dos turistas. Mas cada uma tem uma peculiaridade que a difere das demais. Na Croácia o sistema de hospedagem e muito interessante, os hotéis são muito estrelados (3,4 ou 5), mas o sistema de hospedagem familiar, quer uma suíte em casa de família, quer pequenos estúdios, quer apartamentos de 2 ou 3 quartos , e amplamente utilizado. Assim, em qualquer cidade, ou mesmo pela estradas, beirando a costa ou no interior, e possível encontrar inúmeros "sobes, apartmanti, cameras, zimer ou rooms" (como eles os chamam). Eles tem bom preço e, normalmente, tem um lindo jardim, uma mesa na varanda para as refeições. A gente trata com o próprio proprietário e eles são muito gentis e adoram um dedo de prosa, não se importam se você fala português e eles croata, isso e apenas um pequeno detalhe; eles vão falando, de quando em quando encaixam uma palavra em inglês, outra em italiano, outra em espanhol e, no final, todos se entendem. A ilha de Korčula, onde nasceu Marco Pólo, a pequena cidade foi construída em forma de espinha de peixe, para possibilitar que o vento pudesse refrescá-la. Também e cheia de pequenas ruelas e muitos restaurantes.
A ilha de Hvar e encantadora, cheira a pinos e lavanda, que margeiam a estrada, junto com as oliveiras. A cidade tem uma enorme praça em forma de U, onde ficam os barcos, estreitas ruazinhas e muitas escadarias e cheia de gatinhos e vasos, pois na falta de espaço para jardim, eles colocam vasos pelas ruas, escadarias e janelas. Chegamos sexta-feira, uma lua cheia refletindo na baia, a cidade estava lotada de gente para o final de semana, era só alegria. Split e a maior cidade do litoral da Croácia, com tudo de uma grande cidade, transito, muitos edifícios. Visitamos o Palácio de Deoclesiano, declarado patrimônio mundial pela Unesco, a centenas de anos a população, para fugir de uma guerra, refugiou-se no palácio e , aos poucos, foi transformando-o em moradias, portanto externamente ele mantém muitas das sua características originais, porem internamente esta totalmente modificado, mas, ainda assim, e um dos mais preservados, principalmente seu subterrâneo. Trogir e uma gracinha, também declarada patrimônio pela Unesco. Tem uma igreja maravilhosa, com poucas imagens, muitos quadros, as pedras das paredes já apresentam um tom cinza, que demonstra sua idade e uma enorme quantidade de velas acesas, e muito imponente. Assistimos nela a missa, domingo a noite, toda em croata, seis jovens cantavam e , por incrível que possa parecer, na hora da comunhão cantaram a mesma Ave Maria que canto junto com meus amigos do Coral da Alfândega. Alugamos uma casa, de frente para o mar, de um Senhor muito simpático, Sr. Ante ( Antonio), onde preparamos um delicioso marisco, gostaríamos de mandar a receita, porem isso fica para a próxima vez. Abraços e beijos, Sayo e Claudio
Tuesday, July 10, 2007 2:14 PM
Opatja - Poreč
Caro Amigo,
A região do centro para o sul do pais se chama Dalmácia, da onde se originaram os cães Dálmatas. Aqui se come muito grelhado, que tem um sabor diferente, pois e feito em uma churrasqueira com lenha, não carvão, o que da ao alimento (carne, peixe ou legume) um leve sabor de defumado. Quando perguntamos a Kresimir, nosso amigo croata, em que estava fundamentada a economia da Croácia, ele nos respondeu: turismo. Realmente achamos estranho, afinal no Brasil não se fala em viagem para a Croácia. Hoje, já na despedida da Croácia, entendemos porque: clima ótimo, os preços baratos, comida muito boa, povo hospitaleiro, mar azul e quente, hospedagem fácil, estradas com visual fantástico (beirando o mar). São os motivos pelos quais os demais europeus, principalmente alemães, italianos, austríacos e franceses invadem, com a maior fúria, a Croácia. Eles vem em bandos, famílias completas, talvez ate em bairros. Seus automóveis vem abarrotados, trazem a casa toda: crianças, cachorro, bola, mala, geladeira, colchão, barco, bicicleta, acreditamos que tenham descoberto a formula para que dois corpos ocupem o mesmo lugar no espaço. E, em cima do carro, ainda trazem uma enorme caixa de fibra, onde certamente trazem parte da casa do vizinho.
Estávamos na região da Dalmácia, onde se originaram os cães dálmatas, agora estamos entrando na Iztria, norte, bem próximo da Itália. Já percebemos uma grande mudança na arquitetura, são pequenos edifícios, 4 andares, já com reboco e pintados, roupas em varais externos; lembram muito a Itália, região de Veneza, Napole. Junto com as parreiras agora encontramos pés de kiwi, estão carregados. A Mônaco croata e a cidade de Opatja, e um elegante balneário com vários cassinos e casarões que realmente lembram Mônaco, porem os preços não são caros e as pessoas soa normais, sem afetação. Tem uma linda orla, com aquele calçadao-praia (coisa de croata), jardins e fontes. Pula tem um anfiteatro do estilo do Coliseu, em Roma, porem em melhor estado de conservação. Tem um monastério fundado por Santo Antonio em 1227. Rovinj e Poreč são uma gracinha assim como todas as cidades aqui, porem com muito mais turistas disputando um lugar ao sol e um banho no Adriático. Abraços e beijos Sayo e Claudio
Friday, July 13, 2007 10:19 AM
Ljubljana - Slovenia
Caro Amigo, Infelizmente, como você já deve ter percebido, não poderemos cumprir nossa meta de conhecer toda Croácia e Eslovênia, pois as ferias estão acabando, fomos obrigados a efetuar alguns cortes. Se você, que comprou seu ticket para viagem completa, esta pensando em pedir o seu dinheiro de volta e reclamar nos órgãos competentes; pode esquecer pois nosso contrato reza que a CRKTour se reserva o direito de alterar os roteiros a qualquer momento, sem consulta previa (ah, ah, ah). Mas não se preocupe voltaremos no ano que vem para completar o roteiro, relaxe e aproveito o final da viagem: Ljubljana (capital da Eslovênia), Salzburg (Áustria), Sttutgart e Frankfurt (Alemanha). Afinal, temos que voltar para iniciar os preparativos para a viagem de dezembro (ah, ah, ah). Ljubljana e uma cidade impressionante, onde paradoxos convivem em harmonia. A maior parte edifícios esta bem conservados e restaurados, mas alguns necessitam reforma; existem muitas flores e jardins bem cuidados, mas alguns já tem cara de outono, folhas secas por todo lado. Tem muitos jovens pela rua, mas muitos idosos também. E muito arborizada e todo dia tem cara de feriado. Nela estão algumas das universidades mais antigas da Europa, tem faculdade de musica, belas artes, direito, engenharia etc. A musica por todo parte, desde grupos que tocam nas ruas e barzinhos, com violoncelo, trompete e acordeom, ate corais nas igrejas. Assistimos, na igreja franciscana, uma linda apresentação de um coral americano, que cantou todas as partes da missa, acompanhados do órgão da igreja, e algumas outras musicas, uma das quais também cantamos no Coral da Alfândega. Alugamos um pequeno estúdio, bem no centro da cidade, que nos facilitou curtir tudo , de manha ate a noite. Muitos dos edifícios são em estilo Art Nouveau, com muito vidro e armação de ferro. O rio Ljubljanica passa bem no centro da cidade, possui belas pontes é todo murado. Ao lado dos muros proliferaram dezenas de barzinhos, onde a turma vai tomar um café, um chá ou mesmo uma cervejinha. Abraços e Beijos, Sayo e Claudio
Saturday, July 14, 2007 11:32 AM
Salzburg(Áustria) - Sttutgart (Alemanha)
Caro Amigo, Paramos em Salzburg apenas para dormir. Como nossa maravilhosa pensão ficava bem pertinho do centro, aproveitamos para dar uma volta na cidade, que continua linda, limpa, bem cuidada, cheia de turistas e ggeellaaddaa, 11 graus, e chuvosa,coisas de verão europeu. Que saudades dos 30 graus da Croácia, Ljubljana também estava fria. Assistimos uma missa em umas daquelas maravilhosas igrejas, que ficam ao lado dos cemitérios em forma de jardim, que descrevemos no começo da viagem. Durou 90 minutos, foi celebrada pelo bispo e seis sacerdotes, e super diferente da nossa, usam muito incenso, e toda cantada. Na ora de comungar ha também uma fila para tomar o vinho. Havia um coral acompanhado por órgão cinematográfico. Jantamos em um restaurante de 600 anos, uma lingüiça de fígado, típica da região. Não torça o nariz, pois e uma delicia, com um vinhozinho Austríaco então! Seguimos para Sttutgart. Chegamos com frio, porem hoje a temperatura subiu e o sol voltou. Como já conhecemos a cidade no ano passado, aproveitamos para reve-la e fazer a melhor coisa da viagem ... compras. Coisinhas básicas como maquina fotográfica, bolsa, roupa, relógio, chocolate, camiseta, meia, pen-drive,vitaminas, cremes, memória para maquina, automóveis, geladeiras, cafeteiras, televisão, microcomputador, telefone, fogão elétrico, acho que metade da Alemanha, afinal os preços estão bons, tem a maior liquidação, da vontade de levar tudo.
Outra dica de moda e um tamanquinho meio parecido com o holandês, com uns furinhos, de borracha, que eles usam para ir a praia (que e de pedrinhas, não de areia) e andar pela cidade, um substituto da Havaiana, que também esta super na moda.
O povo aqui adora uma praça. Na hora do almoço, compram algo para comer e vão para a grana da praça Schloss Platz , onde fica o palácio, bem no centro da cidade, ao lado de um dos calçadões comerciais mais movimentados da Alemanha, a rua König Str, com 1 km de lojas, aproveitam ate para tomar um banho na fonte. A noite também, vão com a família toda, deitam na grama, brincam.
As estradas são muito boas, tem uns locais de parada, com banheiro e mesas para picnic. Os europeus adoram fazer picnic, andam com aquelas lindas cesta de vime, com geladeiras e param nos parques, nas estradas, e uma festa. Aproveitamos para almoçar na Hamburger Fischmarkt, uma feira que esta sendo realizada pela cidade de Hamburgo (fica no norte da Alemanha), que e famosa por seus frutos do mar. Comemos hering, camarão, lula, marisco, com uma cervejinha gelada, nos biergarten da feira. Agora temos que ir. Gastar um pouco das calorias, que ganhamos, fazendo mais umas comprinhas, vida de turista e dura. Amanha seguiremos para Frankfurt, de onde voltaremos para o Brasil. Abraços e beijos, Sayo e Claudio
Sunday, July 15, 2007 10:35 AM
Darmstad -Frankfurt -Heidelberg
Caro Amigo,
Demos uma passada rápida por Frankfurt, mas deu tempo de rever alguns dos lugares que conhecemos no ano passado.
O restaurante Adolf Wagner continua o mesmo, um joelho de porco enorme e pururuca, lotado de gente, varias despedidas de solteiro (que são muito comuns nos sábados a noite, com noivas fantasiadas vendendo lembracinhas para ajudar na festa) e bons preços. Reencontramos ate o mesmo garçom do ano passado
O rio Main corta a cidade e sua orla e muito arborizada, com vários restaurantes em barcos e um grande gramado, onde as pessoas tomam sol, fazem picnic, jogam. O centro esta lindo, com os edifícios todos pintadinhos.
Como e verão, existem vários eventos em todas as cidades, festas nas praças, shows, apresentações musicais, redução nos preços dos teatros. E para aproveitar mesmo o verão.
Estivemos em Heidelberg, outra cidade medieval na beira de um rio. Seus edifícios em tons róseos lembram verdadeiros castelinhos de contos de fada. Nos jardins do castelo havia um encontro de corais; varias corais cantando em vários pontos dos jardins tornava a visita muito agradável (quem sabe no ano que vem o Coral da Alfândega não participa?).
Estamos hospedados na cidade de Darmstad, que fica próxima a Frankfurt e tem fácil acesso para o aeroporto, e uma cidade tranqüila, com um pequeno centro histórico e uma linda igreja ortodoxa, que foi construída especialmente para o casamento de um rei.
Com um apertinho no coração, mais uma vez nos despedimos da Alemanha e da Europa, mas para voltar no ano que vem, com certeza.
Nos vemos no Brasil!
Abraços e beijos,
Sayo e Claudio
Santos, 17 de julho de 2007.
Caro Amigo,
“Um pequeno país para umas grandes férias”, estava escrito, em espanhol, em um dos muitos catálogos que recebemos dos vários centros de informações turísticas espalhados por toda Croácia.
A mais pura verdade, dizemos mais: um pequeno país para grandes descobertas. E uma delas gostaríamos, agora, de compartilhar com você, querido amigo.
Caminhávamos pelas estreitas ruelas, pavimentadas de pedra, da pequena ilha de Korčula, sul da Croácia, onde nasceu Marco Pólo.
De quando em quando, parávamos para observar as velhas casinhas de pedra, alguma planta ou ninho de andorinha, tirar uma foto ou namorar alguma vitrine.
Em uma antiga lojinha de artigos ouro e prata, resolvemos comprar um par de brincos de coral, mais uma lembrancinha do Mar Adriático.
Nos atendeu o proprietário, um senhor muito simpático e falante, que se apressou em perguntar de onde vínhamos. Ao saber que éramos do Brasil, fez um gentil comentário sobre nosso futebol e uma acertada crítica sobre nosso modo de vida, na América, que desperdiça horas preciosas dentro e um automóvel.
Ele nos contou que era muito feliz (o que claramente podíamos ver), que não possuía automóvel, que seu negócio ficava no térreo e sua casa no primeiro andar, que tinha que se preocupar somente com a escada a subir, mas, afinal, não era um problema tão grave. Se queria um café, tomava no restaurante ao lado; se queria um peixe, pescava, logo ali, no mar. E da mesma forma havia vivido seu pai, no mesmo local.
Em resumo, ele nos falou da teoria do “bastante”, em viver com o que realmente necessitamos, com o que nos baste e nos faz feliz, deixando de lado preocupações com ostentação e acúmulo de riquezas. Pois a verdade é que desperdiçamos muito de nosso tempo, das nossas forças e de nossa alegria de viver, na aquisição de bens que, muitas vezes, nos dão mais preocupação que prazer.
Realmente um pequeno país para grandes lições de vida !
Na mesma viagem reencontramos nossos queridos amigos Olga, Paul, Rosário, Pepe, Natacha, Vicente, Marcela, Gonzalo, Caterine e Francisco, que dispensam qualquer elogio.
Também tivemos o prazer de conhecer:
1 – O casal de africanos – muito distinto e diligente, que, uma noite, passeava com seu bebe e, vendo-nos perdidos, mudou seu caminho para nos levar ao nosso hotel;
2 – Silvia e Kresimir – uruguaia e croata, casal alegre e prestativo, que, com muita propriedade, nos apresentou Zagreb e a Croácia, principalmente a excelente comida do país;
3 – Ivana – meiga e carinhosa, e seus caprichosos pais, proprietários de nossa casinha de Dubrovnik, que tinham grande prazer em nos contar de seu país e saber do nosso;
4 – Ante – proprietário de nossa casinha de Trogir, que vinha conversar, sorria muito e concordava com a cabeça, embora, provavelmente, não entendesse muito do que dizíamos ;
5 – O proprietário do Apartment-Haus Ivana – proprietário de nossa casinha de Šibenik, um alemão enorme, com modos de criança, que nos falava através de mímica e nos presenteou com vários legumes de sua horta.
E muitas outras pessoas admiráveis, que cruzaram o nosso caminho e contribuíram para tornar nossas vidas ainda mais felizes.
Abraços e beijos,
Sayo e Cláudio
PS – Quanto as nossas meta de viagem? Bebemos da água dos Lagos de Plitivice, agora padecemos da mesma doença de Marco Pólo, só queremos viajar. Quando aos ursos? Não temos a menor idéia, descobriremos no ano que vem.
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May 07
Caro Amigo,
Feriado em Belém do Pará, com passagem da Gool a preços módicos, é, realmente, algo a ser levado em consideração.
Afinal, em Belém tem:
O Mercado do Ver-O-Peso
Com seus aromas e muito camarão seco.
A Estação das Docas, armazéns portuários reformados, com seus restaurantes, lojas e sorveteira Cairu (a melhor do mundo).
A Igreja de Nossa Senhora de Nazaré
A Rainha da Amazônia
O museu das gemas, num edifício que já foi mosteiro de São José e cadeia
O Palacete Bolonha, uma maravilha da Arte Noveau, construído por um apaixonado como presente de casamento para sua amada
O Teatro da Paz, palco do rico período da borracha
O Mangal das Garças, com seu borboletário.
O Mercado de São Brás, com muita farinha.
O Parque da Residência dos Antigos Governadores, com seus belos jardins e delicioso restaurante.
E muito mais ...
Mas a grande verdade é que, apesar do “tudo de bom” já elencado, fomos a Belém para o Aniversário do Orlando.
Os caros amigos devem estar pensando: Mas quem será esse tal de Orlando, de quem nunca ouvimos falar ?
Então esclareceremos, participamos da concepção do Orlando, no bom sentido. Estávamos com Cecília e Adelino, em uma viagem de barco de Belém a Manaus, pelo rio Amazonas, onde provavelmente, Cecília engravidou.
Meses depois, fomos ao Rio de Janeiro para ver como Orlando se desenvolvia na barriga de sua mãe. E ia muito bem, entre paparicos, Nâna, Horácio, abrigo anti-aéreo (qualquer dia explicamos) e, é claro, os orgulhosos futuros papais.
Nasce Orlando, entre as atenções dos avós e mil cuidados dos pais de primeira viagem. Participamos de sua festa de primeiro aniversário, em Curitiba.
Agora, em 2007, fomos a Belém, para, mais uma vez, participar da saga de nosso herói, o pequeno Orlando, e nos perguntamos: Aonde estará Orlando no ano que vem ?
Será que o doce Orlando, em seus tenros devaneios, entre carrinhos, balões, chupetas e mamadeiras, se quer imagina que vem cruzando o país, coisa que poucos maiores já o fizeram, levado por seus intrépidos e destemidos pais que, qual Sancho e Quixote, lutam contra moinhos de vento, num mundo onde o humana ou solidariamente correto vem sendo trocado pelo politicamente correto e não se tem mais tempo para um sorriso ou para ouvir um desabafo de um amigo.
Mas voltemos ao Orlando. Nós, de nossa parte, esperamos que Orlando tenha muitos anos de vida e, quem sabe, comemore seus próximos aniversários no Taiti, na Tailândia ou em quaisquer dos confins do mundo. Afinal ... nós pretendemos estar lá.
Nos vemos na próxima viagem. Que lhe parece a Croácia?
Beijos,
Sayo e Claudio
March 17
Santos, 13 de dezembro de 2006.
Caro Amigo,
Ouvimos dizer que este ano as pobre criancinhas não receberão presente de Natal, porque o trenó do Papai Noel foi visto lá para os lados do sul Argentina. Ele cruzou o céu de Ushuaia, em uma noite enluarada; atravessou o Estreito de Magalhães, mas encalhou nas imensas paredes de gelo do glacial Perito Moreno.
Assim, em nossa constante ânsia pela VERDADE e JUSTIÇA, após longa análise, concluímos que meticulosa investigação “in locu” deve ser iniciada imediatamente, a fim de que não reste comprometido o futuro da humanidade e que não fiquem sem presentes as pobres criancinhas. Portanto, e também com o legítimo intuito de cumprirmos nossa honrosa, longa e árdua META (100.000 Km viajando, ah, ah, ah), resolvemos colocar, novamente, nossos pés na estrada, em socorro ao Bom Velhinho.
Vem com a gente !
Sayo e Claudio
Caro Amigo,
Para que você, que irá nos acompañar, em nossa árdua jornada, até os confins da terra, não se perca da caravana, estamos mandando um mapa, com o roteiro da empreita.
Compre seu ticket, avise seus familiares, arrume sua mala, pegue seu passaporte, ponha água nas suas plantas, deixe o seu gato com o vizinho e VEM COM A GENTE!!!!!!!
Sayo e Claudio
E-mails da viagem à Argentina de 16/12/2006 a 07/01/2007
Ushuaia - segunda-feira, 18 de dezembro de 2006 18:28:59
Caro Amigo, Não pense que e só no Brasil que a aviação vem deixando a desejar. Depois de três horas de espera no aeroporto de Buenos Aires e quatro horas de vôo, iniciamos nossa viagem pelo Fim do Mundo, assim e chamada a cidade de Ushuaia, um encanto. De frente para o Canal de Beagle, circundada por picos nevados, está a colorida cidade; pensamos que o colorido seja para alegrar o panorama no inverno, quando tudo é branquinho de neve. Agora, feliz ou infelizmente, não está nevando, mas faz um frio danado; sol e céu azul , mas frio. Visitamos o Glacial Martial de teleférico, fizemos uma caminhada e deixamos um boneco de neve para marcar nossa presença. Navegamos no Canal de Beagle, no histórico barco Barracuda, de 1950. Conhecemos várias ilhas, como a Isla de los Pájaros, Isla de los Lobos, Islas Bridges e Isla Alicia; vimos lobos marinhos; comoranes, ostreros e gaivotas gris, pássaros da região. As águas são transparentes, pode-se ver o fundo. Fizemos um City Tour em um ônibus inglês de dois andares, muito simpático e com cafeteria a bordo. Visitamos o antigo presídio, que deu origem a cidade, em 1896, e hoje é um museu, dentro da base militar; onde conhecemos uma réplica do Farol do Fim do Mundo, imortalizado no livro de Julio Verne. Como não poderia deixar de ser, procuramos os pratos típicos da região, para nosso grande azar são Centolla (um caranguejo gigante da região antártica), que foi nosso jantar ontem, a carne das patas tem a grossura de um dedo, é realmente um manjar. O segundo prato é assado de cordeiro patagônio, teremos que comer hoje, depois contamos. Também tem muita loja para quem gosta de compras. Não posso imaginar quem seja? Beijos, Sayo e Claudio
El Calafate - sexta-feira, 22 de dezembro de 2006 16:58:53
Caro amigo,
Numa manha ensolarada e fria tomamos o Trem do Fim do Mundo, em Ushuaia, nos acompanharam Edinalva e Maria del Carmem (uma nova amiga espanhola), o percurso dentro do Parque Nacional é bonito, com vegetação que não conhecíamos, turbais (espécie de charco que é usado como adubo) e lengas (árvores).
Mas o mais importante é que estávamos no fim do mundo, que tem muita importância por aqui, boa parte do turismo se fixa nesse fato. No centro de informações turística encontramos um rapaz muito simpático, que carimbou nossos passaportes com os selos do fim do mundo, que nos deu várias dicas e um roteiro a seguir, após estaríamos aptos a receber um diploma que nos deu um título muito especial; até então nos julgávamos Cidadãos do Mundo, agora temos diploma de Cidadãos do Fim do Mundo, não é para todo mundo !!!
Fizemos uma passeio pelo Parque Nacional de carro, com paradas para algumas caminhadas, e chegamos no final das Américas, e do Mundo, que é o final da Rota 3, Transamericana, que começa no Alaska. Comemos muito assado Coderito Patagônio.
Às 6:30 da manha, do dia 20.12, tomamos o ônibus rumo a El Calafate, estava um dia maravilhoso íamos rodeados por bicos nevados e florestas. Mas nossa alegria não durou muito. Resolvemos fazer o percurso de 1000 km de ônibus para passar pelo famoso Estreito de Magalhães, mas a viagem é realmente muito cansativa, levou 18:30 horas. Passamos por quatro fronteiras, pois parte do percurso é em território Chileno, então saímos da Argentina, entramos no Chile, saímos do Chile e entramos novamente na Argentina; tudo com direito a fila, revista de bagagem etc. O tempo ficou nublado, trocamos de ônibus, as paradas não eram boas, só encontramos sanduíches para comer, porque o sul ainda é uma região deserta.
Mas como em viagem tudo que ruim dura pouco. Chegamos ao ponto alto da nossa El Calafate. Fazia frio, era 01:00 da manha e não tínhamos hotel, mas existiam vários cristãos oferecendo hotel e transporte. Escolhemos um e nos demos muito bem, hotel confortável e não caro.
Visitar o Glacial Perito Moreno é nosso sonho desde nossa primeira visita a Argentina, a vinte anos atrás. Contratamos um roteiro que incluía transporte, vista das passarelas, passeio de barco e mini trekking, de 2 horas , sobre o glacial. Foi realmente tudo de bom !!!! Céu azul anil, sol, pouco vento e frio razoável. O glacial fica às margens do lago Argentino, é uma parede de gelo de 55 metros de altura, com 14 km de comprimento e 2 km de largura, parecida com suspiros ou algodão doce, de cor azul sabão em pó. É realmente fantástico; de quando em quanto, placas de gelo se soltam do glacial e caem na água fazendo um grande estrondo e levantando muita água. Para o mini trekking colocamos aparatos especiais nos sapatos e recebemos uma aula especial de como caminhar sobre o glacial. O gelo é duro, como que picado em pedrinhas de gelo, pelo percurso encontra-se fendas com água pura, sem sais minerais, e muito azul. Subimos e descemos por passagens estreitas e lembramos muito do desenho animado Na Era do Gelo, nosso grupo era formado por pessoas do mundo inteiro, uma verdadeira torre de Babel. O trekking terminou com chave de ouro, um whisk on the rocks no meio do glacial com gelo tirado do próprio.
El Calafate é uma pequena cidade, com uma rua principal cheia de lojinhas e restaurantes, em estilo alpino. Hoje estamos passando o dia por aqui, amanha voaremos para Buenos Aires, onde alugaremos um carro e seguiremos para Mar de Plata, para o Natal.
Hasta la vista y buen trabajo a todos.
Beijos,
Sayo e Claudio
Mar del Plata - quarta-feira, 27 de dezembro de 2006 14:30:27 Caro Amigo, Tivemos um jantar de despedida de El Calafate esplendido, com Cordeirito Patagônio, Truta e Paella, que nada ficou a dever para as espanholas, e vinho argentino, claro !! Além da boa companhia de um casal de italianos que conhecemos na viagem de Ushuaia para El Calafate. Nosso vôo novamente não sai no horário, esperamos uma hora e meia sentados no aeroporto, finalmente, às 5:30 decolamos. Mas a chegada em Buenos Aires foi gloriosa, um calor danado e um simpático rapaz portando um cartaz escrito KUCZUK, assim que nosso carro já estava nos aguardando. Rapidinho chegamos ao nosso já conhecido hotel, ainda com tempo para uma cervejinha antes de dormir. A passagem por Buenos Aires foi só para dormir. Dia 24, pela manha, saímos rumo a Mar Del Plata, a 400 km, uma cidade balneária muito famosa na Argentina, não só pela praias, como pela vida noturna e pelo comércio. Encontramos a cidade cheia, o hotel que já ficamos não tinha bons quartos disponíveis, depois de duas horas de busca, encontramos um hotel agradável, com preços razoáveis e muito bem localizado, no meio do comércio. Ainda tivemos tempo de fazer umas comprinhas, antes de nos arrumarmos para ceia de Natal, que foi em um restaurante na orla, com direito a empanadas (espécie de pastel assado, muito famoso por aqui), matambre (embutido muito famoso também, é carne enrolada, com ovo e temperos no recheio), salada russa, frango, batatas fritas, panetone e , principalmente, CLERICO, uma espécie de ponche, feito com várias frutas, cidra e gelo, é muito leve e refrescante, uma delicia. Também tivemos música folclórica ao vivo e bailado, o segundo feito pelos fregueses e transeuntes, muito interessante. Teve até presentes de Natal. A cidade é muito agradável, cheia de turistas, os dias estão bonitos e, se não venta quentes. Passamos o dia 25 em Miramar, um balneário ao lado, caminando, pois o feriado é um pouco enfadonho, quase tudo está fechado. Feriados e domingos são o terror dos turistas, pois está quase tudo fechado. Mas amanha, graças a Deus, tudo volta a funcionar. Beijos, Sayo e Claudio
Mar del Plata, Pinamar e Gesell - quinta-feira, 28 de dezembro de 2006 21:10:05
Caro Amigo, Mar Del Plata é um balneário muito pitoresco, inicialmente porque é praia para ir de roupa, como vemos nos filmes americanos, pois faz um frio danado; apesar do sol lindo, o vento deixa tudo frio. A cor da água é parecida com a de Santos e parte da costa que é rochosa. Nem toda praia é pública, há partes de exploração particular, onde se encontram conjuntos com banheiros, piscina, quadras, play ground, pequenas tendas com mesas e cadeiras, umas ao lado das outras. Há uma centena de lojas, que abrem pela manha e fecham às 13:00 horas, voltando a abrir depois das 17:00 horas, ficando abertas até 22:00 ou 23:00 horas. Algumas até alteram seus horários de acordo com o tempo, abrindo mais tarde se o dia está para praia. Um prato muito típico da região é a picada, um montão de tigelinhas, cerca de 20, cada uma com um prato diferente, por exemplo azeitonas, mariscos, peixe, frango, batata frita, língua, lula, salame, dobradinha, queijo, presunto etc. Com uma cervejinha vai muito bem ! Também é muito apreciada a empanada, espécie de pastel assado recheado com carne, frango, presunto e queijo ou peixe, custa cerca de R$0,70, é uma pechincha saborosa! A vida cultural é fervilhante, existem mais de 15 teatros, com apresentações todos os dias. Na quarta-feira fomos assistir teatro de revista, "Bailando por um Voto", estava lotado. Na entrada havia degustação de vinho e nos chamou a atenção a diversidade do público, já que presumíamos que encontraríamos um público mais maduro, havia de tudo, idosos, jovens, crianças, até bebê. Estrelou a poucos dias a peca "Dona Flor e seus dois Maridos", está causando polêmica na cidade pelas cenas de nudez. Já fomos visitar duas cidades balneárias vizinhas, Pinamar e Villa Gesell. A primeira elegantéssima, com mansões e edifícios de alto padrão, pequenos centros comerciais temáticos, entremeados por jardins, e restaurantes luxuosos. A segunda, mais simples, mas com um comércio agitadíssimo. Fomos visitar a Laguna de los Padres e a Sierra de los Padres, um bairro que fica a 15 km do centro, em região serrana, construído em estilo alpino. Lá também visitamos a Gruta dos Panuelos, de Nossa Senhora de Lujan (padroeira da Argentina), onde encontramos milhares de lencinhos amarrados uns aos outros. Nos contaram que, há muitos anos, uma família italiana, em que uma das filhas não podia ter filhos, foi ao local e colocou uma Nossa Senhora amarrada com um lencinho e pediu que sua filha pudesse ter filhos, algum tempo depois ela engravidou; as pessoas passaram a ir ao local e amarrar um lencinho fazendo um pedido, quando ele se realiza, volta e amarram outro. Hoje , à noite, vamos tentar a sorte no famoso Cassino de Mar del Plata. Conforme forem nossos ganhos, decidiremos se voltamos ao Brasil. Hasta la vista y buen trabajo !! (ah, ah, ah) Beijos, Sayo e Claudio
Rosário e Victória - segunda-feira, 1 de janeiro de 2007 22:53:03
Caro Amigo,
A sorte não nos sorriu, perdemos toda nossa prata no cassino, já estamos até pensando em enviar o número de nossa conta para que os Caros Amigos possam contribuir para garantir nossas andanças ! (ah! ah! ah!).
No dia de nossa chegada à Argentina, fizemos uma escala em Buenos Aires, onde mudamos de aeroporto para ir a Ushuaia. Aproveitamos para tomar um lanche, no aeroporto, com os amigos Marcela e Gonzalo, que vivem em Buenos Aires e estão de mudança para a Áustria; na ocasião nos comentarão sobre a cidade de Rosário, no estado de Santa Fé, muito agradável para uma visita. Então, resolvemos alterar o roteiro original de nossa viagem e dar uma esticada à Rosário, que fica 300 km ao norte de Buenos Aires.
No dia 29, saímos de Mar Del Plata com destino a Rosário. Foram 706 km muito cansativos, fazia um calor danado e nosso carro não tem ar condicionado, levamos 8 horas de viagem. Chegamos sem hotel e as vésperas do feriado. Realmente os quartos de hotéis, na Argentina, nem sempre são o que aparentam na portaria, são edifício muitas vezes reformados, na entrada, mas com quartos pouco conservados.
Nos apaixonamos pelo primeiro hotel que entramos, o Colonial, confortável, agradável e barato, mas somente havia vaga para uma noite; andamos horas, entramos em tudo que era hotel, todos tinham vaga, porém ou eram caros e ruins conjuntamente, ou só ruins ou só caros. Decidimos, por fim, dormir uma noite no Colonial e ver o que aconteceria; como somos sortudos e todos adoram os brasileiros, no dia seguinte, a gerente, que já foi ao Brasil, nos arrumou vaga para todo o feriado.
Realmente Rosário é um encanto, vale muito uma visita. Possui um conjunto arquitetônico muito interessante, do início do século passado, que muito lembra os antigos casarões dos barões do café da Avenida Paulista, a bolsa do Café de Santos e os Teatros Municipais construídos na mesma ocasião; muitos necessitam uma limpeza ou pintura, mas, de modo geral, estão bem preservados.
Rosário também é a cidade para quem gosta de sair à noite, são milhares de barzinhos e restaurantes, muito tranzados, e que lotam todas as noites, com gente jovem e animada. Há todo tipo de comida.
A cidade fica às margens do Rio Paraná , o mesmo que nasce no Brasil, tem praias fluviais, que já visitamos, e muitas ilhas. Fomos visitar a cidade de Vitória, no estado de Entre Ríos, a 60 km, fizemos uma linda travessia de carro, passando por diversas pequenas ilhas, ligadas por pontes, com vegetação de alagado, que lembra muito o Pantanal, com búfalos, gado e pássaros diversos, de cores e tamanhos diversos.
Em Vitória há um Cassino ao estilo Las Vegas, é de cinema. Mas uma vez a sorte não nos sorriu, logo enviaremos o número da conta.
Rosário é a cidade de nascimento de Che Guevara e local em que a bandeira argentina foi confeccionada e hasteada pela primeira vez, em 27.02.1812. No local hoje há um lindo monumento à bandeira, no seu interior encontramos os brasões, hinos, bandeiras e flor símbolo de todos os países das Américas.
Entramos no Novo Ano, muito bem, em um restaurante grego muito alegre, El Lugar Griego, recomendado pela gerente de nosso hotel, com dança grega e local. Por aqui não soltam muitos fogos, nem usam branco.
Hoje fizemos um passeio de barco pelo Rio Paraná, lembrou-nos um pouco nossa viagem de Belém a Manaus, pelo Amazonas, pois é um pouco barrento e tem algumas casa palafitas, onde moram os ribeirinhos. Estava um dia ensolarado, o que tornava a brisa no barco muito agradável. Os clubes e praias, localizados às margens, estavam lotados. Caiaques, jet skis, veleiros e lanchas também aproveitavam a tarde.
Esquecemos de contar que os argentinos são apaixonados por mate, bebem do mesmo modo que os gaúchos; uma cuia, onde colocam a erva, uma garrafa térmica com água quente e uma bomba (espécie de canudo). Passam o dia carregando todo esse aparato e com a bomba na boca.
A Havaiana também está fazendo o maior sucesso. Tem legítima e falsificada (com a bandeira do Brasil e o mesmo desenho nas tiras, porém sem o nome), ainda bem que trouxemos as nossas.
Amanha seguimos para Buenos Aires, agora temos que tomar banho para jantar, num dos badaladíssimos restaurantes da cidade.
Hasta la vista y buen trabajo.
Sayo e Claudio
Buenos Aires - quinta-feira, 4 de janeiro de 2007 12:16:11 Caro Amigo, Buenos Aires ... continua LINDA! Tão charmosa quanto qualquer capital européia, felizmente não trocaram todos os seus antigos edifícios de arquitetura eclética, em tons pastéis, com arabescos, flores e estátuas nas fachadas, por novos e impessoais edifícios, como fizemos no Brasil; então, ainda possuem lindas avenidas arborizadas, com restaurantes e cafés, onde se pode sentar e apreciar a vida passar, jogando uma conversa fora toda a tarde. Também encontramos a cidade com muitas obras de restauração e poucos mendigos, o que indica que estão, pouco a pouco, levantando-se de mais de uma das muitas crises econômicas, o que nos dá muito prazer e garantê-nos viagens muito agradáveis para os próximos anos. Para falar a verdade, estamos na dúvida quanto a localização geográfica da cidade, pensamos que ela foi mudada para o Brasil sem que fossemos informados. Realmente o Brasil é aqui! Pelas ruas se escuta mais o português ou o portunhol, do que o próprio espanhol, talvez reflexo da valorização do Real frente ao Peso, o que nos dá um câmbio muito favorável, barateando mais as coisas, que já estão baratas. Estamos hospedados na Avenida de Mayo (Maio), uma das principais artérias da cidade, que tem, em uma extremidade, o Congresso e na outra a Casa Rosada e a Praça de Mayo, local de reunião das Mães de Maio, que buscam os corpos de seus filhos assassinados na época da ditadura. Próxima da Calle Florida (rua das compras), Cafeteria Tortoni (uma das mais antigas da cidade); Avenida Nove de Julho, a mais larga do mundo, com o seu Obelisco, símbolo de Buenos Aires. Fizemos uma visita a Costaneira, larga avenida que margeia o Rio da Prata, onde os portenhos costumam pescar e fazer pic-nic, nos fins de semana. Fomos também a Recoleta, bairro elegante, com um sem número de restaurantes e o famoso cemitério, onde estão enterrados famosos nomes da história argentina, como General Sarmiento e Evita Peron. Estivemos no Caminito, bairro portuário onde se sediaram os imigrantes italianos, ponto mais famoso de Buenos Aires, por seus casebres de madeira e chapa, muito coloridos, residência da população mais pobre. Hoje, os casebres transformaram-se em lojas e galerias que vendem artesanato, tudo muito colorido; com grandes estátuas de papel machê de pessoas famosos ou dançarinos de tango; com estátuas vivas e dançarinos espalhados pelas ruas, além de vários restaurantes, porém um pouco caros. Hasta la vista y Buen trabajo! Beijos, Sayo e Cláudio
Tigre - Buenos Aires - sexta-feira, 5 de janeiro de 2007 12:22:36
Caro Amigo, O Delta do Rio Tigre é a Veneza Argentina, são milhares de canais serpenteando e formando ilhas de vegetação abundante, entremeadas por clareiras gramadas e ajardinadas, onde existem casas, restaurantes, clubes, hotéis. Embora a água não seja transparente, o local é muito agradável, um dos nossos passeios prediletos. Almoçamos, passeamos de barco pelo Delta, passeamos à pé, atravessando pontes e ilhas, e visitamos a feira de artesanato. O Cassino de Buenos Aires é fantasticamente bonito, são dois barcos, do tipo daqueles que subiam os rios, nos filmes antigos, todo circundado de luzes e com letreiros piscantes. Dentro todo acarpetado, vários andares de roletas, caça-níqueis, carteados, lustres de cristais, muito elegante. Novamente, perdemos. É melhor continuarmos nos dedicando a viagens com a CRK Tour. Jantamos em Puerto Madero, antiga zona portuária, reformada e transformada em área de restaurantes, escritório e lojas, atualmente um dos metros quadrados mais caros do mundo, por aqui dizem que é mais caro que o da Avenida Paulista. Tivemos um jantar muito agradável em uma tratoria, os preços também não foram dos piores, valeu a pena, o ambiente era agradável, na beira de um canal. Hasta la vista y buen trabajo. Beijos, Sayo e Claudio
Buenos Aires-Dia de Reis 06/01/07 - sábado, 6 de janeiro de 2007 21:53:48 Caro Amigo, Descemos do táxi na Praça Belgrano, sábado à tarde, sol, temperatura muito agradável. Dia 06.01, dia de Reis, que aqui é muito significativo, pois é dia das crianças ganharem presentes, costume herdado dos espanhóis, além de ser meu aniversário. Encontramos um cenário diferente da atual Buenos Aires turística, ninguém falava português, inglês ou outra língua, só se escutava espanhol; nos lembrou a cidade de nossas primeiras visitas, há 16 anos. A rua estava cheia de gente, que caminhava entre lojas e uma feira de parecia ser de artesanato, mas vendia um montão de coisas. A pequena Igreja de Nossa Senhora de Belgrano, no centro da praça, parece um templo grego-romano, enormes colunas, cúpula redonda, bege quase branca. Por dentro é redondinha, com lindos vitrais e mais de 20 estátuas de Santos, um colorido e um astral muito ternos. Havia batizado, um pouquinho de choro e muita risada de criança por todo lado, famílias confraternizando. Na praça também há o Museu de Arte Espanhol, com seu delicioso jardim e seus lindo retábulos. Já fizemos nossas compras pelas ruas Lavalle, Corrientes (lembram do Tango?), Callao, Libertad, Córdoba e Florida. Claro que não faltou alfajor(espécie de pão de mel com recheio de doce leite). Visitamos o parque temático Tierra Santa, um enorme complexo que reproduz parte da vida de Jesus e cidades por onde ele passou; com animais, pessoas e objetos em tamanho original, muitos com movimentos. Possui restaurantes e lojas, que vendem comidas e objetos da época. Realmente vale a pena passar uma tarde. Palermo Hollywood é um bairro antigo, que virou point da moçada; suas casas antigas foram se transformando em barzinhos, restaurantes e lojas, local muito badalado, lembra um pouco o que aconteceu ma Vila Madalena, em São Paulo, só que aqui as casas são bem mais antigas, do estilos térreas, que não tinha garagem. Hoje iremos assistir um show de tango na Competiria Tortoni, uma das mais antigas da cidade. Quem veio a Buenos Aires e não foi a Tortoni, não veio a Buenos Aires. Amanha, domingo, é dia da Feira de San Telmo, uma tradicionalíssima feira de antiguidades, que, em virtude da invasão de turistas, perdeu um pouco do seu charme, mas não deixaremos de dar uma olhada. Visitaremos também a Feira de Tradições Argentinas, em Matadeiro, que reproduz costumes e tradições populares, com espetáculos folclóricos e comidas regionais. Vai ser um dia corrido ... principalmente nosso avião parte às 18:00 e temos que ir para casa organizar as próximas férias (ah! ah! ah!). Até o Brasil ! Beijos, Sayo e Claudio
Santos, 08 de janeiro de 2007.
Caro Amigo,
Uma parada para um café e um merecido descanso, no agitado cruzamento da rua San Martin com Santa Fé, no calçadão de Mar del Plata, Argentina. Mais agitado ainda por ser verão, véspera de Natal, 19:00 horas, e todos terem uma última lembrancinha de Natal para comprarem. Foi lá, que observamos algo muito interessante, que agora dividimos com você, caro amigo.
Fazia um calor danado, de nossa mesa, no calçadão, era possível observar uma placa, na janela do restaurante, que afirmava a existência de banheiros para “pessoas de diferentes necessidades”, colocação que nos pareceu muito apropriada, uso muito adequado das palavras.
Ao longo dos anos, temos visto toda sorte de denominações. Quando criança, com aquela inocente maldade peculiar a muitas crianças, chamávamos um vizinho, portador de atraso mental, de “João Bobo” e saíamos correndo de medo, quando ele se aproximava. Eram, então, conhecidos como aleijados, retardados, incapazes.
Depois, na ânsia de encontrar algo mais politicamente correto, foram transformados em deficientes físicos e mentais. Estranha denominação, já que todos temos nossas deficiências. Jamais consegui entender como uma pessoa “normal” pode aprender física, com suas leis, grandezas e movimentos retilíneos uniformes. Coisa para maluco! Já nadar certamente assunto para peixe, no qual, acredito, o homem não deveria se intrometer.
Chegamos aos portadores de necessidades especiais, que na verdade somos todos; os que necessitam de automóvel para locomoção, de óculos para leitura, de aula particular para aprender alguma coisa, de marca passo para o coração.
Quando falamos em “pessoas especiais”, aí mesmo é que não escapa ninguém, já que somos todos criaturas pensantes, com livre arbítrio, realizações especialíssimas de Deus, capazes de praticar o bem e transformar o mundo a nossa volta.
Durante um período em que necessitei de cadeira de rodas para me locomover, jamais tive coragem de sair de casa sozinha, jamais tive a capacidade de conduzir minha cadeira além dos limites de meu apartamento. Também temos a certeza de que, se fecharmos nossos olhos, pouco conseguiremos fazer dentro de nossa própria casa, imaginar que há pessoas que transitam por megalópolis sem enxergar, literalmente, um palmo na frente do nariz. São os, realmente, portadores de capacidades especiais e habilidades maravilhosas, que conseguem transpor seus limites e obstáculos, quando nós, muitas vezes, nos acomodamos aos nossos.
Bom saber que já há quem veja os portadores de capacidades muito especiais, como portadores de diferentes necessidades, assim como todos nos somos.
Mais uma vez os argentinos nos cativam com sua maneira de usar as palavras, no ano passado foi o “muito amável”, lembram ? Agora, as “diferentes necessidades”. Também costumam desejar muito mais que um bom ano novo, desejam “um ano novo muito lindo.
Na mesma viagem também tivemos o prazer de conhecer:
1 - Pipo e Silvia, afortunado casal de italianos, que mora logo ali, do lado de Veneza, e passa três meses em casa e três meses viajando pelo mundo;
2 - Alicia e Giselle, do Hotel Colonial, em Rosário, muito gentis, alegres e prestativas, que virão juntas para o Brasil em 2008 e, quem sabem, fiquem por aqui, com um namorado bem bonito;
3 – A senhora da loja de presentes, do Caminito, serena e educada, que não consegue entender o que vamos fazer na Argentina, com o país e o povo maravilhosos que temos;
4 – Lúcia e Otávio, com sua mineirice tão agradável, bons companheiros de prosa;
5 - Oscar o motorista de táxi, descrente dos políticos da América Latina, que já veio mais de 100 vezes ao Brasil e pretende oferecer, ao Lula, a troca de Natal por Bariloche;
6 – A senhora argentina, que vive na Espanha, detalhista e amante de história, que lê livros que não são vendidos, mas circulam;
7 – E um sem número de argentinos que, muito amáveis, manifestaram seu amor pelo nosso país e, se ainda não vieram, virão.
E muitas outras pessoas admiráveis, que cruzaram o nosso caminho e contribuíram para tornar nossas vidas ainda mais felizes, como a querida amiga Edinalva, que nos acompanhou ao longo de toda a viagem .
Beijos,
Sayo e Cláudio
PS – Quanto as nossa metas?
Vasculhamos o Glacial Perito Moreno, não deixamos gelo sobre gelo !
Encontramos a arca do tesouro !
Mas Papai Noel já tinha partido !
Já os 100.000 km ... perdemos todos os relatórios de bordo !
Assim ... teremos que começar tudo de novo ! (AH! AH! AH!).
November 14
Santos, 16 de agosto de 2006.
Caro Amigo,
Na cidade de Wolfsburg, perto de Hannover, a Volkswagen emprega 53.000 trabalhadores e possui um complexo, Autostadt, para entrega de veículos e visitação, que engloba um museu do automóvel, sete restaurantes de especialidades diferentes, hotel Ritz-Carlton, centro de distribuição de veículos, duas torres de vidro que comportam juntas 800 automóveis, sete pavilhões das empresas do grupo VW (Seat, VW, Audi, Skoda, Lamborghini, VW Nutzfahzeuge e Bentley), com audiovisuais, jogos, exposições, filmes e todo tipo de parafernália. Um verdadeiro parque de diversões, com distração garantida para todo um dia.
Foi lá, que nos passou algo interessante, que agora dividimos com você, caro amigo.
Logo ao chegarmos, Cláudio anunciou em que bolso, da sua super calça de turista, aquela que solta a perna, vira bermuda, tem mil bolsos e mil e uma utilidades, muito parecida com o cinto de utilidades do Batman, dos seriados de nossa infância (logicamente os mais velhos lembrarão, sentimos pelos mais novos), iria colocar a chave do carro. Pois, caso ele esquecesse, o que era certo, eu lembraria, o que também era certo.
E seguimos. Assistimos filmes, fotografamos todos os automóveis do museu, almoçamos, visitamos a fábrica, jogamos, entramos em automóveis, visitamos tudo, palmo a palmo, e conhecemos Valdinete.
Valdinete, uma brasileira de Porto de Galinhas, que foi para a Alemanha complementar seus estudos, cinco anos atrás. Hoje, casada com um professor alemão, vive muito feliz, com emprego fixo na VW e seu terreninho já comprado em Porto de Galinhas, para, quem sabe, no futuro, construir sua pousada. Ela deu-nos muitas dicas, contou-nos muito do modo de ser dos alemães.
Já no final do passeio, na saída do Autostadt, Cláudio se deu conta de que o eleito bolso, da super calça, estava descosturado. E a chave? Perdida! Sabe Deus onde! Restava-nos procurar Valdinete.
Aguardei na recepção, Cláudio para lá se dirigiu. Ela afirmou, com toda simplicidade, confiança, certeza e propriedade, que, se a chave foi encontrada por alguém, fatalmente estaria no setor de achados e perdidos, pois lá as pessoas eram assim, indicando sua localização.
Refletimos ... Que bom ser assim, que estranhos os caminhos da confiança.
Como viajamos de carro, por nossa conta e risco, temos vários mapas, um de toda Europa, muito completo e detalhado; com grandes rodovias, estradas secundárias e vicinais, todas com seus respectivos números, além de cidades, fronteiras, distâncias etc.
Mas também temos um da Alemanha, que ganhamos no ano passado, no Consulado Alemão, em São Paulo, que indica as rodovias, com seus respectivos números, as principais cidades, alguns pontos turísticos de relevância, indicando a existência de estradas secundárias, sem, contudo, pormenorizá-las. Muito mais simples que o anterior, mas que provou, ao longo das duas férias que o utilizamos, ser totalmente confiável, não que o primeiro não o fosse.
Pensamos que a confiança realmente está edificada em pilares simples, de sim ou não, no que se pode entender e sentir sem necessidade de mirabolantes fórmulas matemáticas, de senos, cossenos, raízes quadradas e cúbicas. Pois nos parece lógico, conquista nossa confiança o que entendemos com facilidade; o que não entendemos prontamente, demanda tempo e reflexão, para, ao final, talvez conquistar nossa confiança. Esperamos ser assim, sempre simples, claros e objetivos, dignos de confiança.
E quanto à chave? Deixaremos que vocês adivinhem o final.
Na mesma viagem também tivemos o prazer de conhecer:
1- Caret, a paulista do centro de informações de Stuttgart, muito prática, clara e prestativa, que fala mil línguas;
2- A família Kieron, proprietários do Hotel Trave, em Lubeck, muito simpáticos e peculiares. Ele, versão alemã do Beiçola, da Grande Família, com seu corte de cabelo e andar peculiares, charuto e jeito bonachão. Ela, como uma formiguinha, sempre trabalhando e sorrindo, com seu inglês simples e cantado, sempre adivinhando os desejos dos clientes. E os adoráveis cachorros Mozart e Rambo;
3- Marita, do centro de informações de Hannover, doce, frágil, com seu tímido espanhol e sua grande boa vontade;
4- O gorducho garçom do Wagner, em Frankfurt, que suava em bicas, mas não perdia o bom humor, a ginga e o sorriso, e nos chamava de Copacabana;
5- Marcelo, o paulista do centro de informações de Frankfurt, muito austero, comedido e preciso;
6- Phillipp Machhaus, dono de uma loja de lembranças em Boppard/Rhein, falador, que ficou maravilhado ao encontrar brasileiros e nos fez vários elogios, em português, que fala muito bem, já que esteve no Brasil vinte e cinco vezes e intitula-se o alemão mais carioca da Europa;
7- O gentilíssimo rapaz do posto de gasolina de Wolfsburg, que mudou seu caminho e conduziu-nos ao Museu da VW;
8- Além de vários alemães muito gentis, que voluntariamente nos socorreram, quando estávamos perdidos com o mapa na mão.
Reencontramos nossos diletíssimos amigos Paul, Olga, Rosário, Pepe e Natacha, que moram no fundo de nosso coração.
E muitas outras pessoas admiráveis, que cruzaram o nosso caminho e contribuíram para tornar nossas vidas ainda mais felizes.
Beijos,
Sayo e Cláudio
PS – Quanto a nossa meta? Concluímos que a verdade é que a Alemanha é uma verdadeira festa e a cerveja é barata.
Reconsideramos, contaremos o final.
Enquanto para lá se encaminhava, ele ia pensando em como iria explicar a que vinha, já que seu inglês deixa muito a desejar. Tola preocupação, em cima do balcão, do setor de achados e perdidos, estava a chave, foi só apontar e sorrir.
Uma de nossas regras de viagem é sempre sair com as duas chaves, cada um com uma. Portanto, eu sempre tive uma cópia em minha bolsa, queríamos somente manter as duas.
Mas, na verdade, a chave foi o menos importante!
AVENTURAS DE CLAUDIO E SAYO NA EUROPA EM 2006 E-Mails enviados durante a viagem pela Europa em 2006.
CAPITULO 1 – 08/07/2006
1° Capitulo
A Viagem
06/07/2006
7 :00 Dispertamos e comecamos os preparativos para partir ;
9 :20 Com a ajuda da Edite e do Joao, fomos ate a agencia do Expresso Brasileiro e pegamos um onibus com destino ao Aeroporto de Guarulhos ( 16,43 por pessoa);
12:20 Chegamos ao Aeroporto apos 3 horas de viagem , providenciamos o check-in, deixamos as malas de mao no Malex (armario 6,00 por 24 horas);
15:35 Partimos no voo IB - 6824 da IBERIA com destino a Madrid, aeronave A-340, com 352 assentos, comprimento de 74,8 m, envergadura de 63,4 m , velocidade cruzeiro de 880 Km/h e alcanse 12.700 Km;
07/07/2006
01:10 (horario do Brasil) e 6:10 horario da Europa Apos 9:40 min de voo chegamos ao Aeroporto de Barajas (Madrid), ate sairmos da aeronave ja eram 6: 25 o nosso proximo voo estava marcado para as 6:50, de acordo com as informacoes da aeromoca o aviao que viemos para Madrid estava no terminal Satelite e o que teriamos que embarcar sairia do terminal 4 ela nos deu a direcao e saimos em disparada pois o tempo era curto, passamos pela aduaneira carimbamos o passaporte sem fila, foi muita sorte, pegamos o trem que conecta o terminal satelite com o terminal 4 e apos varios elevadores escadas, rolantes, esteiras e corredores sem fim chegamos ao portao H-27 em um tempo record de 25 min., pois de acordo com as placas o tempo minimo deste percurso è de 35 min. O Aeroporto Barajas de Madrid passou por inumeras reformas e ampliacoes e esta muito bonito.
07:35 Partimos no voo IB - 3402 da IBERIA com destino a Paris, aeronave A-320, com 162 assentos, comprimento de 37,57 m, envergadura de 34,10 m , velocidade cruzeiro de 800 Km/h e alcanse 3.500 Km;
09 :10 Apos 1:35 de voo chegamos ao Aeroporto Orly (Paris), devido ao inicio das ferias o aeroporto estava lotado, com inumeras filas, pessoas de todos os locais do mundo se deslocando com numerosas malas, criancas e animais de estimacao . Chegamos no terminal Oeste e tivemos que se deslocar ate o terminal Sul onde na porta H esta o balcao de atendimento da American Express, apos o cambio ligamos para a Renocar (0800.101.261, que em 5 min ja estava nos aguardando na porta C para nos levar ate a garagem da TTCar, situada na area Orlytech, atras do IBIs hotel, onde recebemos o nosso transporte terrestre para esta viagem um Renault Clio DCI, 0Km, preto, 5 portas, diesel. Saimos da TTCar abastecemos no posto Shell, onde o litro do diesel vale 1,20 euros e nos dirigimos para a casa do Paul e Olga em Maison Alfort.
12 :05 Chegamos a casa de Paul e Olga porem eles ainda nao estavam em casa pois por coincidencia estavam chegando de uma viagem a Nova Yorque no mesmo horario nosso, porem em outro aeroporto (Charles de Gaule - Rossy) , fomos entao pegar as chaves da casa com Francisco e Catherine, um alegre e gentil casal, que conhecemos o ano passado e que residem na rua ao lado, apos descarregar as malas na casa de Paul voltamos a casa de Francisco e permanecemos la.
13 :10 Paul e Olga chegam de viagem e vao a casa de Francisco onde ja estavamos na 3 dose de aniz, gelo e agua (muito bom e refrescante), onde fomos todos convidados a almocar o dia estava quente e como e verao a comida foi servida em uma mesa de pedra que esta situada no jardim da casa em baixo de uma parreira repleta de uva ;
17 :00 Fomos ao supermercado comprar os alimentos para a festa de Domingo (Aniversario da Olga) ;
19 :30 Retornamos para casa fizemos um cafe e ficamos conversando ate as 21 :00 quando bateu o sono ;
22 :00 Fomos dormir, pois desde que acordamos na quinta (06/07), nao haviamos dormido completamos 34 horas sem dormir devido a mudanca de fuso.
08/07/2006
10 :00 Fomos ao acougue e a feira livre para comprarmos carne, queijo e pescado para o almoco e o churrasco de amanha, vejam os precos daqui da Franca :
Contra Filet eu 14,99 Alcatra eu 11,99 Linguica eu 7,99 Peito de Frango eu 8,99 Frango Inteiro eu 5,59 Frango eu 3,59 Coxa de Frango eu 4,99
A cotacao e de 3,00 para cada Euro .
A conversa esta muito boa porem o pessoal esta me chamando para tomar uma caipirinha la no jardim, e nao vou ficar fora dessa .
Um grande Abraco a todos .
Desculpe os erros, pois o teclado e bem diferente do nosso
Sayo e Cláudio
Capitulo 2
A Festa
Ontem foi o aniversario de nossa amiga francesa, Olga. Comecamos os preparativos na noite anterior, a Sayo preparou Vatapa, Caipirinha e Batidas de Maracuja, Coco e Pessego, todos os ingredientes nos trouxemos do Brasil. O almoco iniciou as 13 e foi um sucesso o pessoal adorou a comida e a bebida, e apos o prato e as bebidas brasileiras foi feito um churrasco ao estilo frances, carne, linguica, frango, batata na brasa, tomate e pimentao na grelha, com muito vinho.
A noite (20 h) todos nos fomos assistir ao jogo da final da copa, o pessoal torceu muito, porem aqui o fanatismo nao e grande pois ninguem estava vestido com a roupa da selecao, infelizmente a Franca nao ganhou, mesmo assim a festa nao terminou continuamos a beber, comer e dancar ate as 5 da manha, os franceses adoram uma festa (que segunda-feira brava esta).
A festa foi internacional pois entre os amigos convidados estavamo nos representando o Brasil, uma menina do Uruguai, uma da Venezuela, Francisco da Suica, Rosario da Espanha e os Franceses, a lingua falada era uma mistura de frances, ingles e espanhol.
O nosso amigo Paul (marido de Olga) preparou um convite muito bonito, onde informa que a festa sera a la brasileira, estamos levando um como recordacao deste dia.
Abracos
Claudio e Sayo Paris - 10/07/2006
O CHATEAU – 11/07/2006
Hoje estivemos no Chateau Vaux Le Vicomte, local onde durante 34 anos ficou preso o homem da mascara de ferro (1669 - 1703), e onde residia o Sr Fouquet superintendente do Rei e protegido do Cardeal Richelie (1585 -1642), aquele que era inimigo dos tres mosqueteiros. O local e estupendo e fica ha 50 km de Paris pela estrada N-6 sentido Melun, a entrada custa 12,50 euros por pessoa com direito a visita completa.
Abraços
Fotos do Chateau Vaux - Le - Vicomte
Abracos
Claudio e Sayo
STUTTGART – 15/07/2006
Stuttgart Alemanha 28 graus
Oi pessoal!
Saimos dia 12 de Paris, após 630 kilometros e 7:20 horas de viagem chegamos a Stuttgart. Foi uma viagem ótima, porém a chegada terrível como quase todas as chegadas a novas cidades. Um transito parecido com Sao Paulo e um guia em alemao para localizar o hotel. Mas a parte ruim só durou uma hora, depois foi so alegria, a cidade é um show, a recepcionista do nosso hotel fala espanhol muito bem; no centro de informacoes turísticas fomo atendido por uma Paulista (que sorte!), portanto já estamos dominando Stuttgart. Visitamos um magnífico Castelo em Ludwigburg, nos seus jardins existe um verdadeiro parque de diversoes a moda antiga; a chamosa cidade de Esslingen; o Museu Mercedes Benz (o maior museu de uma única marca do mundo); assistimos um musical fantástico, Elizabeth (Sissi), no Teatro Apolo, digno de Brodway. Hoje haverá um Show de música brasileira, com Gal, Maria Rita, Bateria da Mangueira, Daniela Mercuri etc, porém o preco nao é para brasileiro (55 euros), acho que deixaremos para assistir ai. Logico que nao esquecemos de tomar cerveja, esta muito boa, brindamos aos amigos.
Beijos,Sayo e Cláudio
DARMSTAD – 18/07/2006
Caro Amigo,
No dia 16.07, chegamos a Heidelberg, às margens do rio Neckar, é realmente uma das cidades mais lindas da Alemanha, com construcoes estilo barroco romanico do século 17. Todo centro e fechado para automoveis, entao é possível desfrutar a cidade antiga sem pressa, tomando uma cerveja aqui e ali. E, principalmente, tirando fotos (para minha infelicidade, Claudio com uma digital na mäo é pior que japones e, ainda, pode olhar a foto e repeti-la se nao gostou; podem imaginar quanto tempo leva ?). Visitamos o estádio de Kaiserslauten, para cerca de 60.000 pessoas, realmente coisa de alemäo, tudo bonitinho e organizado. E a cidade imperial de Speyer, com sua catedral (Kaiserdom) do ano de 1025. Chegamos agora à Darmstadt, cidade que fica perto Frankfurt, Mainz e outras cidade que queremos visitar. Quem pensa que na Alemanha näo há veräo, está redondamente enganado, a média é de 30 graus. Já rodamos 1300 kilometros.
Abracos e Beijos
Sayo e Cláudio
RHEIN – 20/07/2006
Caro Amigo,
Hoje, dedicamos nosso dia ao Rio Reno, fizemos um cruzeiro de barco, donde se pode ver as parreiras nas encostas e inúmeros castelos. Depois seguimos de carro pela estrada que margeia o rio, até Kolbenz, onde o Reno se encontra com o Mosele e visitamos um monumento comemorativo da unificacäo da Alemanha, em 1897. É sensacional !!!
Ontem visitamos a cidade de Darmstadt, fomos à Torre de Nupcias e a uma igreja ortodoxa, Santa Maria Madalena, um parque muito interessante, pois a medida que se vai caminhado se escuta diferentes risos de criancas. Depois fomos à Mainz, onde encontramos um portugues no centro de informacöes turísticas, que nos deu mil dicas, e uma espanhola, num Biergarten (adivinhe o que fomos fazer lá?), que também falava portugues e já esteve no Brasil.
Mas para näo dizer que tudo säo flores, anteontem fomos a um Biergarten de 1795, pensando ter um jantar muito agradável, mas encontramos um garcon que provavelmente é irmao do mordomo da família Adans e quase estragou nossa noite.
Agora, estamos em uma linda cidade medieval, na beira do Reno. A temperatura hoje chegou a 42 graus. Adivinhe o que vamos fazer agora, 17:30, hora de Happy Hour, portanto hasta la vista.
Fraze do dia: "Neste mundo, alguns tem que trabalhar e outros que viajar, a nós coube a árdua tarefa de viajar por terras distantes, conhecendo pessoas de linguas estranhas , enquanto os outros relaxam no conforto de seus escritórios" (CRKTour).
Abracos
Sayo e Claudio
FRANKFURT , HANNOVER – 25/07/2006
Caro Amigo,
Bem, depois que nos livramos do mordomo da família Adans, as coisas continuam maravilhosas, apesar do calor imenso.
Fomos a Frankfurt de trem (25 minutos) da cidade de Darmstadt, numa linda manhä de sábado, realmente näo a encontramos como todos comentam (um corre-corre como Säao Paulo), estava vazia só nós e os japoneses (claro!!). Lá pelas 11:00, os locais comecaram a aparecer, tomando café preguicosamente. Encontramos outro paulista no centro de informacöes, que sorte (Deus pode näo ser brasileiro, mas ajuda quem cedo madruga). Visitamos a Main Tower (Ednalva, o elevador e Otis, fotografamos), com 200 mts, 55 andares, dá para ver a cidade toda. Vimos o touro de New York sendo ameacado pelo urso alemäo (Bolsa de Valores de" MainHattan"). E, e principalmente, jantamos no restaurante onde todos (literalmente) os "Frankfurtianos" jantam; onde conhecemos a despedida de solteiro alemä, e assim: a vítima vem ao restaurante os seus amigos, vestindo algo original, e sai vendendo algo para angariar dinheiro para sua festa, as mulheres normalmente vem com um veuzinho, pintadas e um cinto cheio de badulaques (calcinhas, miniaturas de bebidas, chaveiros etc), a gente escolhe alguma coisa e dá uma contribuicäo. Tomamos muito vinho de macä e demos muita risada, pois o local é muito divertido e o nosso garcon era muito alegre, nos deu até dois brindes. Realmente näo dá para reconhecer os brasileiros pelas legítimas Havaianas (como no comercial), nem pelas camisetas do Brasil, pois ambas säo unanimidade aqui. Eles näo estäo nem aí para o nosso fiasco na Copa, usam nossa camiseta com muito carinho e adoram os brasileiros.
Encaramos o maior transito na vinda de Frankfurt para Hannover, realmente eles presam muito sair de férias (povo inteligente), parece que metade do país está em transito para aproveitar suas férias.
Hannover está um sossego, nosso Hotel preferido (mais barato, Etap) está muito bem localizado no centro da cidade, onde todos passam o dia fazendo compras e bebendo nos botecos, enquanto nós cumprimos nosso cronograma e marchamos de ponto turístico a ponto turístico, pois aqui tem uma linha vermelha que leva os turístas loucos a 36 pontos.
Estatística de viagem: 2500 km rodados, 14 cidades visitadas, 625 fotos (se eu encontrar quem inventou máquina digital , mato - Sayo).
Beijos,
Sayo e Claudio
LUBECK , ROSTOCK – 01/08/2006
Caro Amigo,
Andamos meio sumidos porque näo encontrávamos internet, temos mil novidades.
Nossa estada em Hannover foi ótima, visitamos nas cercanias o Autostadt, uma espécie de museu da Volkswagem, onde conhecemos a fábrica e, para variar, uma brasileira. Desta vez foi o Claudio quem perdem a chave do nosso carro, mas essa estória vamos contar depois.
Estivemos em Lubeck, norte da Alemanha, às margens do mar Báltico, ficamos num hotel muito agradável, de uma família muito simpática e dois cäes enormes, mais muito dóceis. A cidade é uma graca, com uma arquitetura gótica de tijolos, é a cidade do marzipan.
Uma noite saímos para tomar uma cerveja, nas proximidades do hotel encontramos um bar pequeno, com tres mesinhas na calcada e resolvemos parar, todos ficaram olhando para placa do nosso carro e as mil bandeirinhas do Brasil que colamos nele. Ao entrarmos, todos nos cumprimentaram, inclusive os que estavam dentro, no balcäo ou jogando dardos. Acreditamos que todos os moradores da vizinhanca o frequentavam, pois chegava crianca, mulher grávida, gente com cachorro e todos se cumprimentavam, apertavam as mäos e nós acabamos fazendo parte da comunidade.
Fomos a Kiel e Scheleswig, cidade próxima da Dimanarca, uma cidadezinhas adorável, com casinhas bem pintadinhas, sempre com uma roseira na porta e jardins bem cuidados e coloridos. Mas, infelizmente, nem tudo é perfeito, lá encontramos a irmä do mordomo da família Adams, acreditamos que a hotelaria/gastronomia é o ramo da família, pois ela atendia num lindo restaurante, numa linda pracinha de uma cidade maravilhosa.
Mas quem pensa que os alemäes säo sérios e fechados, está muito enganado. Temos nos divertido muito com eles, outro dia estávamos na praia, na cidade de Travemünde e encontramos uma senhora saindo da praia, sem qualquer preocupacäo ela tirou a parte de cima do biquini, enxugou-se cuidadosamente, colocou a camiseta (que näo era comprida), tirou a parte de baixo, enxugou-se com o mesmo cuidado, tirou a calcinha da sacola, vestiu, vestiu o shorts e foi embora alegremente, e a praia estava lotada de gente. Eles näo podem nos ver parados com o mapa na mäo que querem logo ajudar, näo estäo nem aí se näo falamos alemäo, väo falando, falando, falando, até a gente entender.
Eles adoram andar de bicicleta, viajam, acampam, carregando tudo que se possa imaginar nas bicicletas, tem uns reboquinhos de carregar duas criancas, suportes com malas especiais etc; outro dia, em Wismar, encontramos um um casal, a mulher carregava um reboque para crianca lotado de coisas, o homem tinha adaptado uma caixa de transporte de animais que estava presa na traseira da bicicleta , onde havia um cachorro, que vinha todo presumido e nem se mexia de alegria e com medo de cair da mudanca. Na Alemanha tem uma rede incrível de ciclovías, inclusive com mapas especiais e interligadas com as redes de trens, cidades e parques. Em Wismar encontramos uns barcos, ancorados no canal, que vendem vários tipos de peixes, defumados e marinados, e lanches feitos com eles (Claudio quase morreu de comer).
Schwerin tem um castelo fantástico, uma ilha no meio da cidade, que foi usado pela família imperial desde 1160 até o comeco de 1900, portanto a cidade tem toda a pompa em termos de construcöes, vale a pena uma esticada.
Estamos em Rostock, norte da Alemanha, também na beira do Báltico. Já visitamos sua praia, Warnemünde, cheia de loja, restaurantes e, lógico, turistas. O calor continua, porém já näo passa dos 31 e, à noite, dá uma refrescadinha.
Ontem fomos a Rugen, a maior ilha da Alemanha, com 50 km de extensäo. Lá existem várias cidades, estivemos em Sassnitz, onde conhecemos as famosas falésias de areia branca. Voltamos ao continente e paramos para jantar na cidade de Stralsund, num simpático restaurante na beira do canal, olhando as gaivotas, um pescador sem sorte, a ponte móvel (por onde passavam os veleiros) e alimentando os pardais.
Hoje estamos na regiäo dos mil lagos (parque Müritz), mas o relato fica para outro dia, pois, afinal, temos que passear um pouco.
Estatística da viagem: 4300 km, 30 cidades.
Beijos,
Sayo e Cláudio
SCZECIN – 03/08/2006
Caro Amigo,
Passamos um dia muito agradavel pela regiao dos mil lagos no norte da Alemanha, nao descobrimos se sao realmente mil, mas passamos por muitos. Estivemos nas pequenas cidades de Robel, Mirow, Neustrelitz, onde sempre encontramos lagos repletos de campistas, ciclistas, caiaques, trailers, lanchas, veleiros e andantes, como nos. Jantamos na cidade de Waren, em um restaurante greco, numa enconsta na beira do lago, muito simpatico e com uma comida deliciosa, porem o mais interessante era seu guardanapo, onde havia um mini dicionario de greco, muito inteligente, o unico problema e que a traducao era para o alemao, portanto nao resolveu muito nosso problema, mas nao deixa de ser uma boa ideia.
Gostariamos de contar um poco mais sobre os alemaes, duas coisas nos chamam a atencao, como eles encaram as fontes das pracas e os cabelos. Eles acreditam que todo fio de agua foi feito para o povo refrescar-se, assim a coisa mais comum e encontrar as fontes cheias de criancas , e ate alguns adultos, os que vem preparados trazem toalha e maio; os que encontram a fonte por acaso, tomam banho como podem, de roupa, calcinha ou pelados. Ja os cabelos sao muito divertidos, nota-se que eles tem grande preocupacao em te-los de uma forma que nos parece muito descontraida, cortes super assimetricos, a metade de tras de uma cor e a da frente em cor totalmente contrastante, com varias cores, como moicanos, com gel (mauricinho) etc.
Como sabem nossa meta para estas ferias era terminar de conhecer a Alemanha, faltava-nos o oeste e o norte. Acontece que, debrucados sobre nosso cronograma de trabalho, notamos que fizemos muito bem nossa licao de casa e nos sobrava alguns dias, portanto, com a certeza de que nao prejudicariamos nossas metas, resolvemos tirar dois dias de ferias e dar um pulo na Polonia.
Estamos na Polonia, mais precisamente na cidade de Szczecin, o leste europeu e realmente diferente, na Alemanha encontramos apenas duas pequenas cidades onde se ve poucos edificios ainda nao restaurados e que lembram o periodo comunista; ja aqui, que entrou na CE no ano passado e ainda nao implantou o euro (1 euro = 3,79 zl, moeda daqui), nota-se bem a diferenca, os edificios, meios de transportes e as ruas lembram mais o Brasil, nao estao bem conservados; o custo de vida e alto , nota-se que as pessoas sao mais agitadas, apressadas e tem sede de consumo.
Mas mesmo assim tem seu charme, parece ser um pais muito catolico, encontramos muitas igrejas e todas muito lindas. Ontem jantamos num restaurante espetacular, lembra a epoca dos czares, paredes em madeira entalhada, lindos candelabros e quadros com replica de pinturas famosas nas paredes; a comida estava divina.
Nos vemos na Alemanha.
Beijos,
Sayo e Cláudio
BREMEN a KOLN – 09/08/2006
Caros amigos.
De volta de nossas férias na Polonia, fomos para Bremen, um verdadeiro presépio a céu aberto, com vielinhas cheias de antigas casas de artesäos e ourives, uma catedral maravilhosa, assim como o Rathaus, e os catores de Bremen (Lembram da fábula?)
Aqui na Alemanha, quase todas as cidades de interesse turístico säo medievais, ficam na beira de algum rio e possuem uma Marktplatz (praca do mercado), onde normalmente fica a igreja e o Rathaus(prefeitura). Normalmente também tem feira, com tudo que tem direito (verduras, frutas, roupas, embutidos, queijos etc). Estivemos em Bremem num sábado e provamos o pastel-de-feira daqui, tem hot dog com uma linguica enorme, sopa de ervilha com salsicha e uma panqueca enorme com creme de macä.
Outro dia assistimos na TV uma matéria (em alemäo, é claro) sobre cachorros, pois todos aqui adoram, eles väo a restaurantes, transporte urbano etc. A reportagem mostrava que se o seu animal näo se comportar bem, algum vizinho pode denunciá-lo e voce receberá uma visita de um fiscal; seu cachorro terá que freqüentar aulas intensivas e poderá até ficar internado, até tirar o diploma; näo fiquem nervosos os amantes de animais como nós, pois é tudo com conforto e carinho para o animal. O engracado é que, no dia da feira de Bremen, encontramos uma turma de cäes fazendo exame, muito interessante, eram uns 10, com seus respectivos donos e o examinador; o dono ia até perto de uma banca com o animal e o mandava sentar, sem coleira, depois se afastava, como para comprar e pagar algo, para ser aprovado o cäo tinha que permanecer onde estava, até o dono voltar. Demos boas risadas, fotografamos e fomos, inclusive, conversar com o pessoal. (Luciana, lembramos muito do Teozinho, se voce quizer podemos trazer ele no ano que vem, é só pagar a passagem).
Mas o melhor de Bremem é a rua dos Biergarten, às margens do rio. Toda a margens tem grandes mesas com bancos, guarda-sóis enormes, muitas árvores e cerveja; do outro lado da rua, os restaurantes, com mesas na calcada, täo lotadas quanto as outras, é preciso fazer promessa para encontrar um lugar; por sorte , os alemäes tem hábito de dividir mesa, entäo se voce chegar e näo encontrar lugar, pode sentrar-se em qualquer lugar que encontrar. E no meio de tudo fica o pessoal caminhando, podem imaginar como é sábado à noite, com mil despedidas de solteiro, na forma que já lhes contei.
Outra coisa maravilhosa aqui é a hora do sorvete, à tarde, näo pensem que é um simples sorvetinho, säo verdadeiras orgias gastonomocas, com muito sorvete, fruta, chantilly, chocolate, confeito. É preciso comer para crer.
Temos que trabalhar.
Abracos
Sayo e Claudio
Dortmund e Dusseldorf näo tem muitos atrativos para turístas, säo grandes cidades, modernas e agitadas.
Adoramos Bonn (cidade onde nasceu Beethoven), é tudo que um turísta adora, entra-se na cidade de carro com a maior facilidade, chegando-se diretamente ao centro, estacionamento fácil, centro de informacöes turísticas ao lado, com mapa detalhado. Além disso a cidade é traqüila, bonita, cheia de liqüidacöes e de gente bonita , andando sem pressa.
Agora estamos em Köln (Colonia), já visitamos a imensa catedral (que lembra um pouco a Sagrada Família , de Barcelona, a reforma nunca acaba), com o relicário dos Tres Reis Magos e a Nossa Senhora das Jóias, rezamos um pouco por todos. E compramos um exemplar da famosa colonia 4711, no seu verdadeiro local de origem Rua Glocrengasse, 4711.
REIMS:
Caro Amigo,
Foi com uma pontinha de tristeza que deixamos a Alemanha das casinhas com jardins floridos; janelas com cortinas rendadas e bibeloux; guirlandas nas portas; ciclistas viajando por todo lado; tomadores de sorvete e cerveja; gente alegre e hospitaleira, realmente adoramos a Alemanha e, principalmente, os alemaes.
Mas nossa despedida foi com chave de ouro em Koln, um restaurante super tradicional, recomendado em uma daquelas mil revistas que sairam na epoca da Copa; com direito a joelho de porco, chucrute, batata, choriço e uma cerveja muito especial , fabricada somente em Koln.
Estamos em Reims, na regiao de Champagne, a cidade da famosa e monumental catedral, onde ate Joana D Arc ja esteve. E uma obra prima por fora e dentro tem vitrais magnificos. Estamos anciosos por ve-la a noite, pois e toda iluminada, apos o jantar saberemos. A cidade tambem nao fica nada a dever, e um brinco, lindos jardins, edificios elegantes e boulevar repleto de restaurantes.
Amanha seguimos para Paris, acontece que o final da viagem esta chegando e temos que passar em Paris, para aproveitar um pouquinho da praia que so frances sabe fazer, a Paris Plage; passar em Barcelona , para comer uma Paella e rever a Sagrada Familia; e voltar para casa, para iniciar os planos para nossa nova viagem, em dezembro.
Estatisticas da viagem: 7500 Km rodados ate o momento.
Nao reparem as confusoes ortograficas, pois os teclados sao diferentes.
Abraços
Claudio e Sayo
PARIS – 12/08/2006
Caro Amigo,
Encontramos Paris fria e chuvosa; mas sempre charmosa.
Fizemos umas comprinhas , visitamos a Catedral de Notre Dame com um guia e assistimos a missa em frances, que e bem diferente, quase toda cantada. Nao vimos a coroa de espinhos de Cristo, porque so esta em exposicao na primeira sexta do mes, teremos que voltar. Jantamos mariscos gratinados com cerveja, em Chatelet, num daqueles restaurantes parisienses, com pequenas mesinhas na calcadas.
Hoje fomos visitar o pessoal do primeiro hotel que ficamos em Paris, em 1998, muitos continuam la, e europa, as pessoas nao sao despedidas constantemente. Depois fomos a Saint Denis, visitar a Catedral onde estao os tumulo da maioria dos reis de franceses, onde comemos um doce tipo que uma especie de bomba, porem com formato diferente, e tem o none de religiosa.
Abracos
Sayo e Cláudio
PARIS, BARCELONA, MADRID, SÃO PAULO – 15/08/2006
Caro Amigo,
Paris estava chuvosa e fria, então, em nosso último dia, fomos visitar o Castelo de Fontainebleau, nada melhor para levantar o astral nos dia nublados. Nosso último jantar foi no restaurante onde jantamos pela primeira vez em Paris, em 1998, grata recordação, a comida ainda tem o mesmo sabor de novidade.
No dia da partida tomamos um expresso no aeroporto de Orly, Paris; almoçamos em Barcelona, na Rambla, onde nosso vôo fazia uma escala e permaceciamos 12 horas, tempo suficiente para ver Barcelona continua maravilhosa, terra de todas as gentes e que nunca pára; fizemos uma escala em Madrid, deu até para ver umas lojas no aeroporto e tomar um refrigerante; jantamos sobre as Ilhas Canárias; tomamos café da manhã sobre Brasilia e um expresso no aeroporto de São Paulo. Como diria o nordestino, avião é coisa porreta demais.
Aguardem conclusões e fotos.
Beijos,
Sayo e Cláudio
A Viagem de retorno ao Brasil
14/08/2006
4 :00 Dispertamos e comecamos os preparativos para partir ;
5 :00 Carregamos o carro e partimos de Paris, Porta Itália (Kremlin) para o Aeroporto Orly;
5:15 Chegamos ao Aeroporto Orly, ala Ouest, após percorrer 12 Km em15 min. , estacionamos na porta de embarque do aeroporto, deixamos o pisca alerta ligado (neste local existe uma faixa onde as pessoas descarregam suas malas e deixam os carros com o psca alerta ligado por um pequeno período) descarregamos as malas, e fomos providenciar o check-in, a atendente pediu para que aguardacemos por algum tempo pois o sistema ainda não estava liberado para receber as malas do voo Madrid São Paulo;
6:05
Em quanto a Sayo aguardava na fila do check-in, fui até a Orlytech, setor do aeroporto onde estão as empresas locadoras, para devolvero o carro na garagem da TT Car, que abre as 06:30.
6:26
Após receber o carro, o pessoal da TTcar me levou de van para o terminal Ouest porta 1, onde a Sayo estava me aguardando na fila de check-in da Ibéria.
6:40
Com a liberação do sistema fomos chamados para a realização do check-in.
Peso de nossa bagagem que foi despachada: 81,5 Kg
Mala verde grande com rodas: 26, 2 Kg;
Mala verde de couro: 14,8 Kg;
Mala preta pequena : 12, 6 Kg;
Mala preta grande : 27, 9 Kg.
Bagagem de mão: 10 Kg
Mala de fibra cinza: 8,0 Kg;
Bolsa azul: 2,0 Kg.
Total geral da bagagem: 91,5 Kg
7:00
Sentamos em uma cafeteria na área de embarque e tomamos nosso café de despedida de Paris ( 2 cafés expresso 3,80 eu)
8:05
Partimos no vôo IB 4431 da IBÈRIA com destino a Barcelona em uma aeronave MD 88, com 150 assentos, comprimento de 45,10 m, envergadura de 32,90 m, e alcanse de 2.300 km;
9:10
Chegamos ao Aeroporto AENA Barcelona, nosso avião parou no Terminal A, ao sairmos a esquerda, no meio do salão encontra-se o centro de informações turísticas de Barcelona onde retiramos um mapa da cidade, um folder sobre o ônibus turístico, informações sobre como se dirigir ao centro da cidade e o local onde pudéssemos deixar nossas bagagens de mão.
9:40
Fomos até o banheiro mudamos de roupa e guardamos nossas mala na Consigna que está situada no próprio terminal A, ao lado esquerdo do centro de informações turísticas (para quem entra no aeroporto). O setor de Consigna possui vários tipos de armários com valores variados a partir de 2,50 eu, o nosso comportou duas malas pelo preço de 4,00 eu por 24 horas.
10:05
Na calçada em frente ao Terminal A, está o ponto do ônibus (Aerobus) que interliga o aeroporto (terminal A) ao centro de Barcelona ( Plaza Catalunia), pelo custo de 3,75 eu , por pessoa, em um percurso de 25 min, o bilhete é adquirido no interior do ônibus diretamente com o motorista.
10:30
Chegamos a Plaza Catalunia, centro de Barcelona, nesta mesma praça, do outro lado da rua encontra-se o ponto do Ônibus Barcelona Bus Turístic, de 2 andares, que por meio de 3 rotas (Azul - rota sul, Vermelha - rota norte e Verde - rota fórum) percorre todos os pontos turísticos da cidade, pelo custo de 18,00 eu, por pessoa, por dia, com direito a baixar e subir em todos os pontos, embarcamos nesta aventura e fizemos todas as 3 rotas.
16:30
Terminamos a visita da cidade por ônibus na Praça Catalunia, fomos então para a Rambla, local de Barcelona onde tudo acontece, passeamos pela Rambla e ruas adjacentes, pela praça Real, pelo mercado, fomos até o Restaurante La Fonda que infelizmente já estava fechado ( Carrer Dels Ecudellers , horário das 13 ás 15:30 e 20:30 às 23:30) retornamos então para a Praça Real onde escolhemos um restaurante aberto com as cadeiras na calçada ( Rest. Tobogan, Plaza Real, 10) para comermos uma Paella, tomarmos um vinho e apreciar a vista para o movimento da Praça, que para variar, está repleta de artistas de rua se apresentando, até um casal dançando tango.
18:00
Após o nosso almoço fomos passear novamente pela Rambla , Praça Catalunia e como sempre pelo Corte Inglês, a maior e mais famosa loja de departamento da Espanha, onde a Sayo fez as suas últimas comprinhas.
!9:30
Da praça Catalunia por meio do Aerobus, partimos para o Aeroporto de Barcelona, onde o ônibus tem o ponto final no Terminal C, ao descer do ônibus caminhamos até o Terminal A, onde retiramos nossas bagagens que estavam na Consigna e nos dirigimos ao Terminal B (Ibéria) de onde irá partir nosso vôo para Madrid, como tinha ainda tempo de sobra ficamos passeando pelas lojas do AeroShop;
21:50
Partimos para Madrid no vôo IB 6825 da IBÈRIA, em uma aeronave B757/2, com 200 assentos, comprimento de 47,32 m, envergadura de 38,05 m, e alcanse de 3.700 km;
22:45
Chegamos ao Aeroporto de Barajas – Madrid, como tínhamos tempo, fomos beber algo e passear pelo Aeroshop do aeroporto que é enorme;
15/08/2006
01:00
Partimos de Madrid com destino a São Paulo no vôo IB 6827 da IBÈRIA, em uma aeronave A-340, com 352 assentos, comprimento de 74,80 m, envergadura de 63,40 m, e alcanse de 12.700 km;
11:30 (Horário Europeu) e 6:30 (Horário de Brasília)
Chegamos ao Aeroporto de Guarulhos – São Paulo, onde fomos ao Duty Free, verificar as novidades, os preços, fazer as últimas aquisições de nossa viagem, passar um e-mail, tomar um café e telefonar ( café, telefone e e-mail é free para os clientes).
8:00
Saímos do Free Shop, passamos pela alfândega, que já estava vazia, fomos até a agencia do Expresso Brasileiro, situada do lado externo do Terminal 1, asa B, compramos os bilhetes do ônibus para Santos.
8:30
Sentamos na cafeteria Brunela para tomar nosso primeiro café em solo brasileiro e após fomos passear no Aeroshop.
9:30
Parimos para Santos no ônibus do Expresso Brasileiro, devido a grave do metro o transito de São Paulo estava um caos, ainda bem que o trajeto do nosso ônibus não passa pelo centro da cidade, porém mesmo assim foi demorado.
12:30
Chegada a Rodoviária de Santos, descarregamos as malas e a Sayo ficou aguardando na rodoviária, continuei no ônibus até ponto mais próximo de casa, desci peguei o carro e fui buscar a Sayo.
!3:30
Chegamos finalmente com toda a bagagem em casa, fim de nosssa viagem.
Relatório Final:
Em 39 dias:
Percorremos: 7.338 Km com um Renault Clio, 1.5 diesel;
Consumimos: 434 litros de diesel;
Média de : 16,9 Km/;
Visitamos 52 cidades em 5 paises:
França (7): Paris, Maison-Alfort, Kremlin, Maincy, Fontanebleau, Saint- Denis, Reims;
Alemanha (41): Stuttgart, Besigheim, Laussen, Mannheim, Heildelberg, Kaiserlautern, Speyer, Darmstadt, Mainz, Bingen, Klobenz, Boppard, Wiesbaden, Oppenheim, Hanau, Frankfurt, Goslar, Hannnover, Wolfsburg, Autostadt, Lubeck, Schwerin, Wismar, Travemünde, Rostock, Warnemünde, Sassnitz, Stralsund, Waren, Robel, Mirow, Neutrelitz, Bremen, Cuxhaven, Bremen Haven, Düsseldorf, Portmund, Gelsenkirchen, Hilden, Bonn, Köln;
Polônia (2): Sczczecin, Kamien Pomorski;
Bélgica (1): Fleurus;
Espanha (1): Madrid, Barcelona.
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